Avaliação

Prévia coloca Pelotas em bandeira vermelha pela primeira vez

Atualização divulgada no começo da noite de sexta permite aos municípios recorrerem da classificação até domingo; mapa final sai segunda

03 de Julho de 2020 - 18h43 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Com a piora nos indicadores de propagação da Covid-19 e da ocupação de leitos, o mapa do Rio Grande do Sul pode ficar ainda mais vermelho. A atualização preliminar da 9ª rodada do Distanciamento Controlado indica que dez regiões estão com risco alto e, por isso, receberam bandeira vermelha. Entre elas, pela primeira vez, está incluída a região de Pelotas.

Na rodada anterior, seis regiões apresentavam risco alto de contágio para o coronavírus. Esta é a primeira vez também em que nenhum ponto do Estado foi classificado como risco baixo (amarelo). As bandeiras definitivas serão divulgadas na segunda-feira. Os municípios têm até a manhã de domingo para enviar ao Comitê de Crise do Palácio Piratini recursos caso discordem das bandeiras indicadas nesta sexta.

De acordo com a avaliação dos técnicos do governo, os postos críticos que levaram Pelotas e municípios vizinhos a entrar pela primeira vez para a bandeira vermelha foram as hospitalizações confirmadas por Covid-19 e a ocupação de leitos de UTI. A quantidade de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos 7 dias, na região, aumentou 144% entre as duas semanas, passando de 9 na semana anterior para 22 na atual. O número de internados por SRAG em UTI (de 13 para 17), o número de internados em leitos clínicos Covid-19 (de 8 para 12) e de internados em leitos de UTI Covid-19 (de 9 para 15) cresceram na macrorregião.

Com o aumento no número de casos e de hospitalizações, a região segue agravada pelos indicadores de estágio da evolução e de incidência de novos casos sobre a população. A capacidade de Atendimento da macrorregião e, assim como as demais regiões Covid-19, pelo impacto da bandeira vermelha no indicador de Capacidade de Atendimento mensurada pelo Estado como um todo, foram fatores que contribuíram para a elevação de risco na região.

Agravamento esperado

Em entrevista coletiva na quinta-feira, a prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) havia comentado que a possibilidade de migração para uma classificação mais grave no Distanciamento Controlado estava sendo discutida no Comitê de Crise municipal. Na sexta, após a confirmação, disse não estar surpresa. "Vínhamos acompanhando os números da região, o agravamento dos casos que produziu aumento na hospitalização. Temos 16 hospitalizados, sendo oito em UTI. Em uma semana passamos de menos de 10% a 25% (de ocupação da capacidade). Não é desesperador, mas é um aumento significativo em pouco tempo", disse.

Segundo ela, neste sábado deve ser tomada decisão se haverá recurso ao governo do Estado solicitando retorno à bandeira laranja. Antes disso, Paula pretende avaliar estudo da Vigilância Epidemiológica sobre o perfil dos infectados e de que forma novas restrições poderiam ou não reduzir o ritmo de contágio na cidade. "Pretendo estudar isso com critério para termos uma noção mais clara de onde está o problema para, se tiver que fechar atividades, não punir injustamente um segmento se que isso repercuta na mudança no desenvolvimento da pandemia."


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