Risco

População teme por desabamento de casa inventariada

Autorização da Prefeitura, necessária para restauro, só foi concedida 40 dias após a solicitação

14 de Março de 2018 - 10h05 Corrigir A + A -
Moradores e trabalhadores das redondezas cercaram a casa com fitas e colaram cartazes alertando transeuntes do risco de desabamento (Foto: Paulo Rossi - DP)

Moradores e trabalhadores das redondezas cercaram a casa com fitas e colaram cartazes alertando transeuntes do risco de desabamento (Foto: Paulo Rossi - DP)

A burocracia e a demora para a tomada de uma providência, em relação a um imóvel inventariado na esquina das ruas Voluntários da Pátria e Professor Araújo, tem preocupado moradores e trabalhadores que passam diariamente pelo local. Pedaços da estrutura, cujo principal problema se encontra nas paredes, já caíram na calçada e poderiam ter deixado alguém ferido. O imbróglio, segundo a população, já se estende há pelo menos dois anos.

Ao Diário Popular, a imobiliária responsável pela casa diz que há 40 dias entrou com um pedido junto à prefeitura para que a reforma seja liberada - como se trata de construção inventariada, cujas fachada e volumetria são resguardadas por lei, é preciso autorização do Poder Público. O retorno, até a última sexta-feira, havia sido nulo. No começo da semana, quando foi emitido o protocolo dando ao proprietário o direito à reforma, o engenheiro responsável foi ao local para que o trabalho se inicie. De acordo com a empresa, a reforma não atingirá a fachada, por o imóvel pertencer ao patrimônio inventariado da cidade. O objetivo é mantê-lo alugado para os atuais locatários. Na última terça-feira, tapumes foram colocados em volta da residência.

Questionado, o secretário de Gestão da Cidade e Mobilidade Urbana, Jacques Reydams, justificou que a morosidade se deu pela burocracia que toma conta do processo: no caso dos imóveis inventariados, existem documentações necessárias diferente dos demais e o processo migra entre esta e a Secretaria de Cultura. "Não é um processo linear", explicou, salientando também a troca de sistema na pasta que administra, o que criou um "lapso pela transferência de banco de dados".

Atitude
Cansados de esperar, os moradores da redondeza instalaram cavaletes e avisos de risco de desabamento, buscando evitar uma iminente tragédia. Recentemente, os agentes de trânsito também tomaram atitude e instalaram fitas de isolamento, evitando o fluxo de pessoas no local. "Estão esperando cair e matar alguma pessoa", comentou um morador. Ao Diário Popular, um homem que trabalha próximo à casa lembra que aquela é área de intenso fluxo de pessoas tendo em vista a proximidade com a Santa Casa de Misericórdia e a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA).

 


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