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Ponte da Galateia está inativa há mais de uma década

Moradores das redondezas pedem reativação do local; por enquanto a obra não está no planejamento da prefeitura

17 de Setembro de 2021 - 08h38 Corrigir A + A -
No local, que tem todo potencial para reuniões de amigos e familiares para um piquenique ou um chimarrão apreciando a vista para o arroio Pelotas (Foto: Carlos Queiroz - DP)

No local, que tem todo potencial para reuniões de amigos e familiares para um piquenique ou um chimarrão apreciando a vista para o arroio Pelotas (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Uma das protagonistas da história de Pelotas, a ponte da Galateia já sustentou as tropas que iam em direção às charqueadas e, sob ela, viu os barcos repletos de charque passarem ao longo do tempo. A estrutura, que ligava o Areal à Colônia de Pescadores Z-3, está desativada desde a enchente que acometeu o município em janeiro de 2009. Hoje resta apenas o seu esqueleto. Na região, os moradores lamentam a desvalorização e a situação de abandono do local, além da impossibilidade de ter mais um acesso para transitar entre esses bairros.

A reportagem esteve no local e o que enxergou foram estradas abandonadas e lama de sobra. Há cerca de 700 metros da ponte há uma espécie de vala, que impossibilita a passagem de automóveis. Nesse trecho de caminhada é necessário desviar das poças de barro - que podem estar ainda piores devido às chuvas da última semana - e dos arbustos que já tomam conta do caminho.

No local, que tem todo potencial para reuniões de amigos e familiares para um piquenique ou um chimarrão apreciando a vista para o arroio Pelotas, havia três moradores do bairro Getúlio Vargas. A sombra das árvores na calmaria da beira da ponte é um dos lugares preferidos do casal Cristiano Ribeiro e Cátia Boettge. Casados há oito anos, eles não pensam duas vezes quando o assunto é encontrar um lugar para descansar. De bicicleta, os dois carregam os materiais de pesca e a comida para o dia. De sobra, o riso e a parceria, compartilhada com o vizinho Paulo Eduardo Costa, que sempre que pode acompanha os amigos no momento de lazer.

"Lá no Getúlio todo mundo sente falta da ponte, era o jeito mais perto de irmos à Z-3", diz Ribeiro, enquanto espera um lambari fisgar a isca. Os três relembram a época de funcionamento da estrutura e lamentam que hoje não seja possível utilizá-la - nem para o trânsito, nem para o lazer.

Quem também é repleto de memórias dos velhos tempos é Custódio Dias. Hoje com 70 anos, ele nasceu na Sanga Funda e se criou cruzando a ponte, aproveitando a facilidade que ela proporcionava. Nas redes sociais, Dias levanta a pauta da reativação do acesso através de vídeos e conta com o apoio da vizinhança. "É um atalho, mas também é um lazer. No verão desafogaria a estrada da praia", resume.

O que diz a SDR

Neste momento, o município não tem planos para a reconstrução da ponte da Galateia, o que exigiria grande emprego de recursos financeiros que não estão previstos no orçamento. Conforme explica o secretário de Desenvolvimento Rural, Jair Seidel, o principal acesso à Z-3 se dá pela estrada do Laranjal. Esse acesso à Colônia de Pescadores, inclusive, está sendo pavimentado atualmente, aponta Seidel.


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