Reflexos

Pesquisa mapeará a saúde mental da UFPel

Estudo busca identificar os impactos da pandemia na comunidade acadêmica da universidade

04 de Agosto de 2020 - 10h03 Corrigir A + A -
Os dados vão permitir traçar um perfil dessa comunidade  (Foto: Divulgação - DP)

Os dados vão permitir traçar um perfil dessa comunidade (Foto: Divulgação - DP)

Para entender os reflexos psicológicos da pandemia no quadro de professores, técnicos-administrativos e alunos, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) elaborou a PSI-Covid19. A pesquisa, idealizada em conjunto com o curso de Psicologia da instituição, visa compreender como está a saúde mental da comunidade acadêmica. Após a análise dos dados, a ideia é planejar políticas de apoio dentro da universidade para colaborar com a assistência a estes grupos.

A proposta já havia sido formulada há algum tempo pelo curso de Psicologia, em conjunto com a Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação. O objetivo, dentro da área da saúde mental, é aprofundar o estudo psicológico dentro do período pandêmico e também identificar se a comunidade desenvolveu ou, até mesmo, intensificou sintomas de ansiedade, depressão, pessimismo, entre outros sinais. “Esta pesquisa nasce pela importância que vemos em avaliar e identificar como anda a saúde mental da comunidade acadêmica, de forma que a gente possa compreender a magnitude, saber se existe um problema que precisa ser solucionado e poder qualificar e melhorar as ofertas e ações em cuidados de saúde mental”, explica o professor do curso de Psicologia e supervisor técnico da pesquisa, Tiago Munhoz.

O estudo permitirá traçar um perfil da comunidade acadêmica no que se refere à saúde mental. “Poderemos entender qual a magnitude, quantas pessoas têm algum tipo de sintoma de estresse ou depressão neste momento, qual o perfil dessas pessoas. Questões como faixa etária, se sofreu algum tipo de discriminação, e eventualmente, nível socioeconômico”, afirma Tiago. A iniciativa também é vista como uma estratégia da Pró-reitoria para elaborar políticas a toda a comunidade. O pró-reitor da UFPel, Flávio Demarco, destaca que já era um desejo da universidade de traçar um perfil com estas características e que os resultados serão fatores fundamentais para auxiliar as ações institucionais. “Nossos docentes estão em atividade remota, sem ver os colegas, os alunos e queríamos entender como isso se estabelece nessa forma de trabalho. Na parte dos estudantes, não há a interação, com os ambientes da universidades, com a turma. Queremos ver como isso os afetou para conseguirmos formular essas políticas de acompanhamento”, afirma Flávio.

O estudo teve início no dia 13 de julho, quando o link foi disponibilizado. A pesquisa será distribuída em três etapas de coleta de dados. A primeira, que é a atual, deverá ir até a metade de agosto. A segunda coleta se dará ao final do calendário alternativo, em setembro, e a terceira - e última -, se consolidará quando terminar a pandemia, cujo prazo estimado pelos pesquisadores é de um ano. O afastamento temporal e a perspectiva do encerramento da quarentena são fatores que contribuem para perceber a evolução deste quadro. “Ao final dessas três etapas, elas serão estudadas juntas para trazer maior eficiência e direcionamento nas políticas de assistência estudantil e aos servidores. Por isso é extremamente importante que a comunidade participe e nos ajude”, destaca Tiago.

A pesquisa acontece de forma totalmente on-line. O questionário está disponível em uma plataforma vinculada ao servidor da UFPel e está sendo distribuído pelas redes sociais da própria instituição e da pesquisa. 

Também foram enviados e-mails pelo sistema interno da universidade, já que o campo do estudo se restringe à comunidade acadêmica da UFPel, e não à população em geral. As questões podem ser respondidas no link https://redcap.ufpel.edu.br/. A pesquisa também engloba questões referentes ao isolamento, dados sócio-demográficos, entre outras.


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