Gasolina

Pesquisa do Procon aponta aumento da gasolina em Pelotas

Levantamento realizado na manhã desta terça consultou o valor do combustível em 53 postos da cidade

25 de Maio de 2022 - 09h15 Corrigir A + A -
Consumidores sentem o aumento, no bolso. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Consumidores sentem o aumento, no bolso. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (24) pelo Procon Pelotas mostrou que a média de preços encontrada nos postos de combustíveis no mês de maio foi maior em relação a abril deste ano. O levantamento foi realizado em 53 abastecedoras no município.

O aumento dos valores do combustível não é novidade para os consumidores. Mesmo com a gasolina não sendo reajustada há 70 dias, o estudo divulgado pelo Procon demonstra que houve uma alta de 4,67% na gasolina comum, de 5,80% no preço da gasolina aditivada e de 15,80% para o Etanol nos postos locais. Confira o quadro abaixo.

                                    Gasolina Comum       Gasolina Aditivada    Etanol      Diesel S-500       Diesel S-10

Preço médio de abril          R$ 7,208                    R$ 7,391             R$ 6,556     R$ 6,549            R$ 6,600
Preço médio de maio          R$ 7,289                   R$ 7,446              R$ 6,910     R$ 6,846           R$ 6,971
VARIAÇÃO %                      4,67%                        5,80%                  15,41%       9,56%               9,05%

Jonas Camargo é motorista de aplicativo e, por isso, visita as abastecedoras com certa frequência. Para ele, os valores afetam o seu trabalho. "Preço da gasolina? Tem que falar ainda? Dá uma baita diferença. Com o litro a R$ 7,00, pra nós, fica bem caro", reclama. Outra pessoa que também utiliza o carro para trabalhar é André Cecere, que faz um comparativo dos gastos que tinha há alguns anos com os que têm agora. "Ficou bem salgado. Eu trabalho com o carro, então me afetou diretamente. Há quatros anos 35 ou 50 reais eram suficientes. Hoje em dia a gente começa o dia abastecendo no mínimo R$ 100,00",

Leandro Martin, gerente de um posto no Centro da cidade, explica o motivo dos aumentos dos valores. "Cada vez que alguém chega para comprar, toma uma surpresa. Começa a subir de três centavos, de quatro centavos, e chega uma hora que temos que repassar para o consumidor. Conforme a gente vai fazendo as compras, quando se chega para comprar já tem um 'X' de aumento", explica. Martin afirma que o repasse é necessário para manter as contas em dia. "As despesas são as mesmas, então temos que ter uma margem de lucro para, pelo menos, pagar essas despesas".

Para os consumidores
Carolina Teixeira, que atua no Serviço de Educação ao Consumidor, explica que nos últimos meses, além das denúncias dos preços, o Procon Pelotas recebeu reclamações sobre as propagandas. "Nós estamos recebendo denúncias sobre publicidade. Um setor de fiscalização recebe denúncias de uma rede que não tem colocado os preços de forma visível ou de forma clara, como regula o código do consumidor", alerta. "É importante o registro de fotos, de nota fiscal, para possíveis denúncias", pontua.

Além disso, a profissional aponta um dos direitos do consumidor. "O posto é obrigado a ter pelo menos um frentista qualificado para fazer a aferição da qualidade do combustível. Qualquer consumidor tem o direito de fazer a aferição, todos os postos têm que ter", finaliza.

Os consumidores podem denunciar preços ou propagandas das abastecedoras através dos canais do Procon Pelotas:

Telefone: (53) 3305-3505
WhatsApp: (53) 99113-9182
E-mail: proconpelotasrs@gmail.com
Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h


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