Transporte

Período de negociação para os rodoviários

Consórcio do Transporte Coletivo pretende discutir reajuste da tarifa do ônibus no próximo mês

26 de Outubro de 2020 - 08h03 Corrigir A + A -
Época costuma ser de reajuste da passagem. (Foto: Jô Folha - DP)

Época costuma ser de reajuste da passagem. (Foto: Jô Folha - DP)

Todos os anos, o mês de outubro e novembro são sinônimos de negociação para a categoria dos rodoviários. Os trabalhadores do Consórcio do Transporte Coletivo de Pelotas (CTCP) enviaram na última semana a lista com cerca de 50 itens de reivindicação às empresas. Entre eles, está a reposição salarial e dessa vez o pedido é de acordo somente com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2020.

O documento foi enviado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário. Presidente da entidade, Claudiomiro Amaral explica que a categoria, reunida em assembleia, decidiu pelo reajuste salarial somente conforme o cálculo do INPC, por conta da atual crise econômica, decorrente da pandemia da Covid-19, deixando de lado o cálculo de ganho real. “Estamos em uma situação complicada para todos segmentos. No momento, não adianta pedirmos algo ilusório”, salienta.

O pedido também inclui a solicitação de um plano de saúde - pauta reivindicada há mais de 15 anos -, pagamento igualitário de ticket alimentação para todos os cargos (motoristas, cobradores, fiscais e mecânicos não recebem os mesmos valores), ticket combustível para transporte pessoal e jornada de seis horas para sábados, domingos e feriados.

O Sindicato afirma que enviou a documentação ao Consórcio e ainda não obteve respostas.

Ainda sem previsões para o reajuste da tarifa
No próximo mês, as discussões quanto ao reajuste da tarifa do transporte coletivo de Pelotas também devem iniciar entre o Consórcio e a Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT). Da mesma forma, a pauta de reivindicações do reajuste salarial dos trabalhadores deve ser analisada.

De acordo com o diretor-presidente do CTCP, Enoc Guimarães, o atual momento é de negociações com a Prefeitura para que mudanças no contrato da entidade com o poder público sejam feitas, para evitar que o aumento seja alto. Algumas das mudanças desejadas é a diminuição da porcentagem de impostos, como o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISQN), e também diminuição do valor destinado ao Fundo Municipal de Desenvolvimento Rural.

Desde março, com a chegada do novo coronavírus em Pelotas, o fluxo diário de passageiros caiu drasticamente no transporte público. De cem mil usuários ao dia, o número caiu para cerca de 30 mil em março, abril e maio. Atualmente, um total de 38 mil utilizam a frota dos ônibus. “Se considerarmos o déficit deste ano, o aumento vai ser muito alto. Por isso estamos discutindo várias outras questões com a prefeitura”, frisa o diretor-presidente.

Por enquanto, o Consórcio não possui uma estimativa de quanto será ou se ocorrerá aumento da tarifa dos ônibus este ano.


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