Educação

Pelotas terá mais duas escolas de turno integral

Localizadas no Sítio Floresta e no Navegantes, instituições da rede municipal vão atender 370 alunos

03 de Julho de 2020 - 19h50 Corrigir A + A -
Na Maria Helena Vargas da Silveira serão 250 estudantes (Foto: Gustavo Vara - Ascom)

Na Maria Helena Vargas da Silveira serão 250 estudantes (Foto: Gustavo Vara - Ascom)

Emei Ary Alcântara receberá crianças de zero a três anos (Foto: Gustavo Vara - Ascom)

Emei Ary Alcântara receberá crianças de zero a três anos (Foto: Gustavo Vara - Ascom)

Nesta sexta-feira (3) a prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) visitou duas novas escolas municipais, acompanhada do vice-prefeito, Idemar Barz (PTB), com objetivo de conhecer e vistoriar as estruturas, prontas para receber os alunos assim que retornarem as aulas presenciais, suspensas pela pandemia do novo coronavírus. A chefe do Executivo esteve na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Prefeito Ary Alcântara, no Navegantes, e na de Ensino Fundamental (Emef) Maria Helena Vargas da Silveira, no Sítio Floresta.”Para nós é uma realização a construção dessa escola, que é uma das mais qualificadas e mais bonitas do Município, construída com recursos próprios da prefeitura, para atender uma demanda do Sítio Floresta, bairro que cresceu tanto nesses últimos anos”, disse a prefeita.

A Emef Maria Helena Vargas da Silveira está localizada na rua Abrilino Freitas Cardoso, 2.976, em frente aos residenciais Amazonas e Roraima. O educandário terá capacidade de receber até 250 alunos, e será a primeira escola do município a atuar 100% em turno integral, em 1,7 mil metros quadrados de área construída.

O prédio dispõe de 14 salas de aula, banheiros com acessibilidade, laboratórios de Ciências e Informática, refeitório, cozinha, sala da direção, banheiros privativos e dependências administrativas de almoxarifado, serviço de Orientação Educacional (SOE), secretaria e auditório com capacidade para 94 pessoas. Possui, na área externa, pátio coberto com estrutura metálica e telhas termoacústicas, quadra poliesportiva e playground

O investimento no projeto é de cerca de R$ 3,6 milhões, com recursos próprios da prefeitura. A execução da obra ficou a cargo da IBH Construções, via licitação.

Professora, escritora, pedagoga, mulher, negra e pelotense

“É um prazer poder homenagear Maria Helena Vargas da Silveira, que foi uma pelotense, professora, que dedicou uma vida inteira para a luta pela educação, pela emancipação feminina e pelo fim do racismo”, destacou Paula. Nascida em Pelotas no ano de 1940, Maria Helena Vargas da Silveira, a Helena do Sul, teve como incentivo para o estudo e a paixão pela literatura os membros de sua própria família. Entre os irmãos, ela foi a primeira a ingressar no ensino superior. Shaiane Vargas, filha de Maria Helena, seguiu os passos da mãe e hoje é professora na Universidade Federal do Delta do Parnaíba, no Piauí. Via redes sociais, relatou como foi descobrir que sua mãe viraria nome de escola em Pelotas.

“Ela é uma memória viva que toca todos nós. Estou muito feliz e orgulhosa desse reconhecimento, que reforça a importância do seu legado. Minha mãe foi uma pelotense muito dedicada, e minha família tem um sentimento de carinho com Pelotas. Ela percorreu o Brasil inteiro, na época em que era consultora da ONU, sempre citava sua história, suas raízes em Pelotas”, disse Shaiane.

Maria Helena foi neta de Armando Vargas, cronista, poeta, tipógrafo e revisor na imprensa pelotense, com destaque para sua contribuição no jornal A Alvorada, periódico voltado para as questões da comunidade negra local.”Das raízes familiares dela, da luta do seu avô, é que a Maria Helena herdou esse espírito insurgente, da busca pela melhoria. Ela sempre dizia: ‘Precisamos avançar’, era uma mulher à frente do seu tempo”, relembra Fábio Gonçalves, presidente do Conselho da Comunidade Negra de Pelotas e companheiro de trabalho e ativismo de Maria Helena.

Na literatura, a autora abordava temas do seu cotidiano, a vida escolar, o racismo, a religião e cultura afro-brasileira. Foi membro da Academia Pelotense de Letras e da Academia Sul Rio Grandense de Letras. Enquanto morou em Brasília, na primeira década dos anos 2000, atuou no Programa Diversidade na Universidade, que procurava estratégias para inclusão de negros e indígenas no ensino superior, a nível nacional.

“Entre os irmãos dela, foi a primeira a seguir essa carreira acadêmica, mas na família no geral tivemos outros vários que foram pelo caminho da Educação, e outras áreas do ensino superior”, conta a sua prima, Denise Vargas, residente de Pelotas, conhecida por seu trabalho no carnaval junto à Escola Academia do Samba.

Emei Prefeito Ary Alcântara

A Emei Prefeito Ary Alcântara, localizada na rua Doutor Mário Meneghetti, 1.380, possui capacidade para atender 120 crianças de zero a três anos, em turno integral. São dois berçários, dois maternais A e dois maternais B, divididos de acordo com as faixas etárias dos alunos.

“A nova Emei Ary Alcântara é uma escola iluminada, colorida, com tudo novinho, pronta para receber os alunos. Ela atende uma carência que havia na rede, pois é voltada para as crianças de zero a três anos, e com turno integral. A comunidade do Navegantes merece essa qualidade para suas crianças”, afirmou a prefeita.

A Emei recebeu o nome de Prefeito Ary Alcântara por meio do Decreto 6.222/2019, assinado pela chefe do Executivo. A escola é padrão do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância), e conta com salas de aula e de multiuso, fraldários, sanitários, parque, área coberta para recreio, refeitório, e dependências para atividades administrativas e de serviços pedagógicas, recreativas e esportivas. O padrão Proinfância prevê a divisão das turmas por faixas de idade.”Quando eu era criança, e frequentava escolas como essa, Ary Alcântara era o prefeito de Pelotas. Fico muito feliz em prestar essa homenagem para ele, que é uma figura histórica do município”, contou Paula.


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