Baixa

Pelotas tem saldo negativo de empregos

Levantamento do Caged aponta que entre janeiro e junho deste ano, 1.173 vagas de emprego formal foram extintas no município

24 de Agosto de 2019 - 07h48 Corrigir A + A -
Levantamento mostra que no Estado a redução chegou a 3.648 vagas (Foto: Paulo Rossi - DP)

Levantamento mostra que no Estado a redução chegou a 3.648 vagas (Foto: Paulo Rossi - DP)

Única experiência da estudante Vitória foi como atendente de telemarketing (Foto: Paulo Rossi - DP)

Única experiência da estudante Vitória foi como atendente de telemarketing (Foto: Paulo Rossi - DP)

O saldo negativo do emprego em Pelotas continua. Cresceu em julho em comparação ao mês anterior. Pelos dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Pelotas perdeu 1.173 vagas de empregos formais nos primeiros sete meses de 2019. As informações do órgão, ligado à Secretaria Especial do Trabalho, foram publicadas nesta sexta-feira (23).

Julho foi um mês negativo para Pelotas e para o Rio Grande do Sul. Se na cidade o mês encerrou com baixa de 27 vagas, no Estado a redução foi de 3.648. No Brasil, o saldo terminou positivo em 43.820 vagas - um aumento de 0,11%.

Também nesta semana, o IBGE lançou dados sobre a situação do emprego no país. A taxa de desocupação no segundo trimestre de 2019 foi de 12%, uma redução de 0,7% em relação ao primeiro semestre. O Rio Grande do Sul é o terceiro Estado com a menor taxa de desocupados, estimada em 8,2%.

Outro dado que chama a atenção é o número de desempregados no país. Pelos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio - Contínua (Pnad Contínua), são 12,8 milhões de pessoas. Aqueles classificados como desalentados - os que já desistiram de buscar uma vaga no mercado de trabalho - também segue em 4,9 milhões de pessoas em todo o país.

Jovens sentem dificuldade
Entre os jovens sem experiência, as dificuldades de encontrar uma vaga é grande. É o exemplo de Vitória Mello, 18 anos, que procura uma oportunidade desde o ano passado. Depois de alguns meses de estágio numa empresa, ela se viu fora do mercado de trabalho e começou a entrega de currículos no comércio para encontrar uma oportunidade.

"Minha única experiência foi como atendente de telemarketing, e está difícil encontrar pra qualquer área", relata. Sem a formalidade da carteira assinada, Vitória já trabalhou como manicure e babá para ajudar em casa. Para poder trabalhar, passou os estudos para o turno da noite. "Dependendo do que eu encontrar, talvez precise abandonar a escola em função dos horários", explica. Sem condições no momento de fazer algum curso como o de manicure, exemplifica a jovem, ela também sente-se prejudicada para disputar boas vagas nesta área.

Esta semana completou dois meses de busca por uma vaga para Robert da Silva, 20 anos. Morador do Monte Bonito, zona rural de Pelotas, Robert diz que entregou currículo em diferentes lojas e áreas. "O que eu achar eu estou pegando", indica o jovem. A dificuldade de encontrar é citada pelo jovem ao se referir às grandes filas registradas no Sine na última semana por uma vaga nas lojas Havan.

Dados de Pelotas

Piores desempenhos

Operador de máquinas de fabricação de doces, salgados e massas alimentícias: -316
Alimentador de linha de produção: -218
Vendedor de comércio varejista: -179
Faxineiro: -111
Operador de caixa: -75

Melhores desempenhos

Servente de obras: 93
Repositor de mercadorias: 70
Motorista de caminhão: 59
Técnico em enfermagem: 51
Cuidador de idosos: 33

Funções mais contratadas

Vendedor de comércio varejista: 1.389
Auxiliar de escritório: 736
Servente de obras: 732
Operador de caixa: 448
Faxineiro: 440

Funções que mais desligaram

Vendedor de comércio varejista: 1.568
Auxiliar de escritório: 721
Servente de obras: 639
Alimentador de linha de produção: 591
Faxineiro: 551


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