Covid-19

Pelotas será sede de Central de Triagem

Estrutura receberá amostras de 28 municípios e encaminhará os exames para análise na Fiocruz

28 de Setembro de 2020 - 20h26 Corrigir A + A -

Por: Michele Ferreira
michele@diariopopular.com.br 

Processo dará agilidade nos testes (Foto: Divulgação - SES)

Processo dará agilidade nos testes (Foto: Divulgação - SES)

Pelotas passará a contar a partir de quarta-feira (30) com uma das seis Centrais Regionais de Triagem, instaladas no Rio Grande do Sul, para garantir a ampliação de testagem para Covid-19. A estrutura receberá amostras de RT-PCR de 28 municípios e, daqui, o material será encaminhado de avião à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Não há um número definido de exames a serem enviados por dia. Dependerá da demanda.

A medida faz parte do projeto Testar RS, criado em julho. Nestes mais de dois meses, 47 mil amostras já foram encaminhadas para análise em outros estados. Sem as Centrais, entretanto, o material precisava passar por etapa no Laboratório Central do Estado (Lacen), em Porto Alegre. Agora, o fluxo ganhará agilidade.

A titular da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde (3ª CRS), Caroline Hoffmann, preferiu não arriscar prazos antes de iniciado o trabalho. A primeira remessa enviada pela Central de Passo Fundo - que já está em operação - serve de base: entre envio das amostras e conhecimento dos resultados o prazo foi de três dias.

“A criação dessas Centrais é uma medida muito válida. Já estamos em contato com as prefeituras para que elas aumentem a testagem”, afirma. E reforça: é através da confirmação dos resultados positivos que se pode rastrear os contatos do infectado, recomendar o isolamento, realizar novos exames e barrar a propagação do novo coronavírus. É uma das medidas mais eficazes de controle da pandemia.

Saiba mais detalhes das Centrais Regionais de Triagem

Onde estão instaladas?
Pelotas
Caxias do Sul
Erechim
Passo Fundo
Santa Cruz do Sul
Santa Maria

Qual a abrangência da Central de Pelotas?
São 28 municípios.

Os 22 da área de cobertura da 3ª CRS:
Amaral Ferrador, Arroio do Padre, Arroio Grande, Canguçu, Capão do Leão, Cerrito, Chuí, Cristal, Herval, Jaguarão, Morro Redondo, Pedras Altas, Pedro Osório, Pelotas, Pinheiro Machado, Piratini, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar, Santana da Boa Vista, São José do Norte, São Lourenço do Sul e Turuçu.

Os seis da área de cobertura da 7ª CRS:
Aceguá, Bagé, Candiota, Dom Pedrito, Hulha Negra e Lavras do Sul.

Como fica o fluxo dos exames?
* A análise em laboratórios de referência no Rio de Janeiro, no Paraná e em São Paulo só ocorrerá em dois tipos de situação:

- Casos suspeitos de pessoas que não estejam hospitalizadas nem possuam outras complicações de saúde.
- Profissionais da saúde sintomáticos, já que nesta condição estarão afastados das atividades pelo período mínimo de dez dias, como preconizam os protocolos. E, neste intervalo, o diagnóstico será conhecido.

* Permanecem processados no Lacen, na capital gaúcha, e em laboratórios parceiros no Rio Grande do Sul algumas situações, como as que envolvem suspeitos de Covid-19 que estão internados, indígenas, mortes, quadros de surtos e moradores ou trabalhadores de Instituições de Longa Permanência (ILPIs).

Na Zona Sul, existem dois laboratórios parceiros: o da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e o da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Entre os dois, uma média de 200 amostras do exame de biologia molecular (PCR) - considerado o padrão-ouro para a detecção do vírus - é analisada por dia.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados