Pandemia

Pelotas registra acúmulo de exames ainda sem resultado

São mais de mil pessoas à espera; falta de pessoal e o volume de coletas são as razões da demora

28 de Novembro de 2020 - 13h58 Corrigir A + A -

1.142. Esse é o número de testes de Covid-19 que aguardavam resultado em Pelotas na última quinta-feira. O maior número, desde o início da pandemia, e em momento dos mais críticos desde que o coronavírus entrou na vida dos pelotenses. A espera para saber da presença ou não da doença tem chegado a dez dias e entre as justificativas do poder público estão a falta de pessoal e o volume de coletas realizadas.

A logística começa com o recolhimento dos exames pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em hospitais e unidades de atendimento voltados à Covid-19 em Pelotas. Na sequência é feita uma identificação e cadastramento no sistema. A análise, propriamente dita, é realizada por três órgãos: o Laboratório Central do Rio Grande do Sul (Lacen/RS), a Unidade de Diagnóstico Molecular da UFPel e o programa Testar RS. Após o resultado, a SMS comunica os hospitais.

Ao Diário Popular, a secretária de Saúde, Roberta Paganini, reconhece que atualmente existe atraso na comunicação dos resultados até a população e utiliza como razão o volume de exames sendo feitos na cidade. Como medida para acelerar o processo, recentemente houve remanejo de profissionais de diversos setores da SMS para atuarem na vigilância epidemiológica, porém o retorno de procedimentos eletivos inviabilizou a estratégia. “Estamos com crescentes dificuldades de conseguir pessoal. Temos, cada vez mais profissionais afastados e não podemos ficar desfalcando as outras áreas”, salienta.

A secretária frisa que, dadas as dificuldades, existe uma hierarquia na hora de priorizar a comunicação dos resultados. No caso dos pacientes internados, o contato é feito diretamente com os hospitais “de maneira rápida.” Quando os resultados chegam na SMS, é feita a separação entre positivos e negativos e, a partir daí, a Vigilância Epidemiológica prioriza informar os resultados positivos.

Bandeira vermelha

O mapa preliminar da 30ª semana do Distanciamento Controlado, divulgado nesta sexta-feira pelo governo do Estado, trouxe pela primeira vez todas as 21 regiões Covid em bandeira vermelha (risco epidemiológico alto).
A situação delicada do Estado já havia sido registrada no balanço semanal da Covid-19, emitido na quinta-feira pela Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul). A região como um todo passa por turbulência no que tange à pandemia. De uma quinta para a outra, foram 1.938 novas infecções - o maior número em uma semana desde abril.

As cidades que registraram maior percentual de aumento foram Amaral Ferrador (50,9%), Cerrito (63,6%) e Pedras Altas (75%), mas atualmente todas possuem casos ativos da doença. Na semana, também foram somados 18 novos óbitos: Canguçu (2); Cerrito (1); Pelotas (10); Rio Grande (6); São José do Norte (1) e Arroio Grande (1).


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