Falecimento

Pelotas perde a mestre griô Sirley Amaro

A morte foi anunciada na noite desta quarta-feira; velório ocorrerá a partir das 7h30min

28 de Outubro de 2020 - 21h33 Corrigir A + A -

Por: Ana Cláudia Dias
anacl@diariopopular.com.br 

Pelotas perdeu na noite desta quarta-feira (28) a mestre griô Sirley Amaro, 85. A morte foi anunciada no Facebook por Eduardo Amaro, um dos dois filhos da mestre. Por vídeo, postado por 20h30mmin, Amaro relatou que encontrou a mãe em casa já sem vida.

Sirley Amaro deixa dois filhos, Eduardo e Álvaro e uma neta. O velório ocorrerá das 7h30min às 10h30min desta quinta-feira (29) na funerária da rua Marechal Deodoro esquina Senador Mendonço.

Detentora de muitos saberes sobre a história do povo negro na região de Pelotas, Sirley Amaro era muito conhecida não só no município, mas na região e no em outros estados do país por sua atuação na conservação e disseminação desse conhecimento.

A caminhada como mestre griô começou em 2006, quando o país começava uma reconhecimento dos saberes populares e da tradição oral. Neste ano dois pelotenses foram elevados a mestres griôs pelo programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura: Neives Meirelles Batista, o Mestre Batista, morto em 2012, e Sirley da Silva Amaro.

Na época eles tiveram a oportunidade de mostrar a suas comunidades e ao país o quanto de histórias e memórias importantes eles continham. Um trabalho que não se encerrou com o fim do projeto nacional Ação Griô, pelo contrário, se manteve firme e cada vez mais valorizado.

Há 14 anos o, então, Ministério da Cultura dava abrangência nacional a Ação Griô. Um projeto nascido a partir da pedagogia Griô criada pelos pesquisadores Líllian Pacheco e Márcio Caires, ligados ao Ponto de Cultura Grâo de Luz, em Lençois, na Bahia.

Os nomes dos pelotenses foram encaminhados para seleção pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e, posteriormente, aprovados pelo MinC. Em Pelotas a Ação Griô foi abrigada pelo Ponto de Cultura Chibarro Mix Cultural, financiado pelo Ministério da Cultura, sob responsabilidade da UFPel. Na época os professores Eliane Pardo e Paulo Sérgio Medeiros Barbosa coordenavam os trabalhos.

 

 


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