Educação

Pelotas avança em desempenho do Ideb

Resultados da rede municipal são os melhores desde 2015, com destaque aos Anos Finais do Fundamental

16 de Setembro de 2020 - 08h50 Corrigir A + A -
Desenvolvimento de projetos ajuda a promover bons resultados (Foto: Michel Corvello - Ascom)

Desenvolvimento de projetos ajuda a promover bons resultados (Foto: Michel Corvello - Ascom)

O Ministério da Educação divulgou o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Pelotas apresentou crescimento na avaliação das Séries Iniciais e Finais da rede municipal. A pontuação é a melhor das últimas quatro análises do desempenho do Ensino Fundamental nas escolas do Município desde 2015.

Do 1° ao 5° Ano - faixa que corresponde às Séries Iniciais -, Pelotas cresceu de 5,2 para 5,3, um total de 0,1 ponto, conforme o resultado. Os Anos Finais, do 6° ao 9°, passaram de 3,9 para 4,7 - um aumento de 0,8 pontos no desempenho considerado pelo Ideb.

Desde 2015, Pelotas apresenta crescimento na pontuação utilizada para medir a performance do ensino básico, sendo que a avaliação feita entre outubro e novembro do ano passado teve o maior salto conquistado pela rede municipal de Educação.

“Isso é resultado do trabalho feito nas escolas, fruto de muita dedicação das equipes, visando ao aluno que é, para nós, o essencial. Queremos que o conhecimento que ele constrói hoje na escola seja significativo para a vida dele”,comemora a diretora de Ensino da Secretaria de Educação e Desporto (Smed), Loreni Freitas Silva. Em 2015, nas Séries Iniciais, a pontuação era de 4,8 e, agora, está em 5,3. Nas Finais, o crescimento foi ainda mais alto: pulou de 3,7 para 4,7, em cinco anos.

A diretora destaca que Pelotas poderia ter conquistado uma avaliação ainda melhor se, na época que as provas foram aplicadas, não tivesse chovido tanto. “Lembro que muitas diretoras ficaram preocupadas, porque os estudantes estavam com dificuldade de ir à escola. Foram dias de muita chuva, mas, mesmo assim, tivemos esse excelente resultado”, relata.

O peso dos projetos

De acordo com o secretário de Educação, Artur Corrêa, vários fatores e iniciativas colaboraram para o bom desempenho no Ideb 2019, entre eles os projetos realizados nas escolas, além da Avaliação Municipal - quando toda a rede de ensino passa por uma análise e são apontadas fragilidades no processo de ensino-aprendizagem e, assim, realinhado o trabalho conforme o que foi constatado em cada unidade.

“Os projetos Construindo Saberes e E-Jovem, que se dedicam a estimular os alunos a estudar, permanecer na escola, assim como a Formação Continuada dos Professores foram fundamentais para que tivéssemos essa conquista tão importante. O Ideb é o parâmetro do nosso trabalho”, destaca Corrêa.

O E-Jovem e o Construindo Saberes, esse último integrante do Eixo de Prevenção do Pacto Pelotas pela Paz, já beneficiaram cerca de 400 estudantes, focando na redução da evasão escolar.

Confira o cenário nacional

O Brasil avançou no Ideb em todas etapas de ensino, mas apenas nos Anos Iniciais do Fundamental cumpriu a meta de qualidade nacional estabelecida para 2019. Os resultados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O índice registrado do 1° ao 5° Ano, no país, passou de 5,8, em 2017, para 5,9, em 2019, superando a meta nacional de 5,7 considerando tanto as escolas públicas quanto as particulares. Nos Anos Finais do Ensino Fundamental, do 6º ao 9º Ano, avançou de 4,7 para 4,9. No entanto, ficou abaixo da meta fixada para a etapa, 5,2. No ensino médio, passou de 3,8 para 4,2, ficando também abaixo da meta, que era 5.

Já o Ensino Médio teve, em 2019, o maior salto no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica desde 2005. Apesar do avanço, no entanto, a etapa não alcançou a meta prevista para o ano. O Ensino Médio é tido historicamente como a fase escolar mais crítica da Educação Básica, pela alta taxa de abandono e pelo baixo nível de aprendizagem. Desde 2013, a meta não é atingida.

Ainda assim, o avanço de 0,4 ponto obtido entre 2017 e 2019 foi o maior em toda a série histórica. Em 2005, o Ideb foi 3,4, passando para 3,5 em 2007 e para 3,6 em 2009. Entre 2011 e 2015, o Ideb do Médio ficou estagnado em 3,7. Em 2017, avançou para 3,8 e, no ano passado, para 4,2. A meta para o ano, no entanto, era 5.

Saiba mais sobre o Ideb

Medido a cada dois anos, o Ideb é o principal indicador de qualidade da educação brasileira. É calculado com base em dados de aprovação nas escolas e de desempenho dos estudantes no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que avalia os conhecimentos dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática. O índice final varia de 0 a 10. O índice tem metas diferentes para cada ano de divulgação e também metas específicas nacionais, por estado brasileiro, por rede de ensino e por escola. A intenção é que cada instância melhore os índices para que o Brasil atinja o patamar educacional da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).


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