Solidariedade

Para ajudar o próximo, Casa Vida pede apoio

Instituição está em busca de doações de alimentos não perecíveis para o seu público

10 de Outubro de 2019 - 12h00 Corrigir A + A -
Elisiane está no local enquanto o filho recebe tratamento (Foto: Paulo Rossi - DP)

Elisiane está no local enquanto o filho recebe tratamento (Foto: Paulo Rossi - DP)

Batalha diária: Fabiana Madruga é assistente social (Foto: Paulo Rossi - DP)

Batalha diária: Fabiana Madruga é assistente social (Foto: Paulo Rossi - DP)

Para muitos, a Casa Vida é um segundo lar. A instituição é um espaço de apoio e acolhimento aos pacientes em tratamento de saúde nos hospitais de Pelotas, que precisam de um lugar para aguardar o transporte de retorno aos municípios da região ou para passar os dias e as semanas de tratamento. A situação financeira da instituição, no entanto, não é das melhores. Com dificuldade para fechar as contas, a direção precisa de doações de alimentos não perecíveis.

No próximo mês, a Casa Vida completa dez anos. O espaço conta com 26 leitos - para quem passa as noites - e salas de convivência para abrigar as pessoas que vão passar as manhãs e as tardes. Os moradores de Santana da Boa Vista e de Dom Pedrito são os mais frequentes. A maior parte dos usuários cadastrados fica no local durante todo o tempo de tratamento, como é exemplo dos familiares de pessoas internadas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) da cidade. "Alguns ficam mais de um mês, outros voltam para casa durante os finais de semana", conta a presidente, Palmira Jaques.

Elisiane Porteles, 21, é uma das usuárias que passam os dias no local à espera do filho, de três meses, receber alta hospitalar da UTI do Hospital Universitário São Francisco de Paula. Os dois são de Piratini e ele foi diagnosticado com bronquiolite e pneumonia. Não é a primeira vez que ela usa o espaço. Quando o pequeno nasceu, também ficou internado, por ser prematuro. Apesar de ser um momento de tensão, a mãe gosta de estar na Casa Vida. "É como se eu estivesse em casa", afirma. Pacientes de cidades como Bagé, Canguçu, São Lourenço e Santana do Livramento também frequentam o lar de acolhida.

Outros passam as tardes no local, após realizarem o deslocamento entre cidades ou dos bairros de Pelotas até o Centro. O tempo de espera dos familiares é passado dentro da Casa Vida. Muitos fazem as viagens com vans, transporte que só pode retornar após o atendimento de todos no hospital, o que coloca a associação como uma espécie de paradouro para os pacientes.

Além de uma referência para ficar, a Casa Vida oferece atendimentos psicológicos duas vezes por semana, assistência jurídica e oficinas aos cadastrados. Também são servidas cinco refeições diárias aos usuários. Algumas famílias, dependendo da situação financeira, recebem um cesto básico com alimentos. Assim, conseguem se manter após a saída dos familiares do ambiente hospitalar. "Cada caso é um caso", lembra Palmira.

Ao longo do ano, a dificuldade de fechar as contas está presente. "Estamos sempre batalhando", salienta a assistente social Fabiana Madruga. Entre novembro e fevereiro a situação se acentua, principalmente pelo período de chegada das férias e festas de final de ano. Muitos colaboradores viajam ou deixam as doações de lado. No momento, o que a instituição mais precisa são doações de alimentos não perecíveis.

Como doar?
Os interessados podem levar as doações de alimentos não perecíveis na sede da Casa Vida, localizada na rua General Osório, 883. A instituição também recebe doações em dinheiro, que podem ser depositadas nas agências do Banrisul, com os seguintes dados: Agência 0918 e Conta Corrente 061966130-7.


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