Agronegócio

País deve ter safra recorde de 260,5 milhões de toneladas

Levantamento feito pelo IBGE projeta alta de 2,5% em relação à colheita de grãos no ano passado

14 de Janeiro de 2021 - 09h49 Corrigir A + A -
As estimativas indicam novo aumento de 8,2 milhões de toneladas (Foto: Pixabay)

As estimativas indicam novo aumento de 8,2 milhões de toneladas (Foto: Pixabay)

O Brasil deve colher 260,5 milhões de toneladas de grãos neste ano. A alta em relação à safra de 2020 deve ser de 2,5% (6,4 milhões de toneladas), conforme o terceiro prognóstico divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As estimativas indicam novo aumento de produção para a soja (6,8% ou 8,2 milhões de toneladas) e declínios para milho de 2ª safra (-1,8% ou 1,4 milhão de toneladas) e o algodão herbáceo (-14,0% ou 607 mil toneladas).

A estimativa final para a safra de 2020 totalizou 254,1 milhões de toneladas, mais um recorde nacional, 5,2% superior à safra de 2019 (241,5 milhões de toneladas). Em relação à previsão anterior, houve aumento de dois milhões de toneladas (0,8%). O arroz, o milho e a soja somaram 92,7% da produção e 87,1% da área colhida. Frente a 2019, houve altas de 7,1% para a soja, de 7,7% para o arroz e 2,7% para o milho

Conforme o estudo, para a soja, a estimativa de produção em 2020 foi de 121,5 milhões de toneladas; para o milho, de 103,2 milhões de toneladas (26,6 milhões na 1ª safra e 76,6 milhões na 2ª safra); para o arroz, de 11,0 milhões de toneladas e, para o algodão, de 7,1 milhões de toneladas, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA).

Arroz

A previsão é colher em 2021, 11 milhões de toneladas, um aumento de 0,8% na produção em relação ao segundo prognóstico, mas declínio de 0,8% em relação a 2020, com reduções também de 0,2% na área a ser colhida e de 0,7% no rendimento médio. “Essa produção deve ser suficiente para o mercado interno brasileiro”, diz o estudo.

O Rio Grande do Sul é responsável por quase 70,0% da produção nacional, com lavouras irrigadas de alta tecnologia. As estimativas de produção (7,6 milhões de toneladas) têm queda 1,9% em relação a 2020 e redução de 3,3% na produtividade (7.907 kg/ha).

Feijão

A produção de feijão (2,8 milhões de toneladas) para a safra 2021 apontou declínio de 3,0% em relação à safra colhida em 2020 (menos 86,4 mil toneladas). A 1ª safra deve produzir 1,3 milhão de toneladas; a 2ª safra, 956,1 mil toneladas e, a 3ª safra, 545,6 mil toneladas. A área a ser colhida na safra de verão (1ª safra) deve alcançar 1,5 milhão de hectares, declínio de 0,6% em relação a 2020, enquanto que a estimativa para o rendimento médio (851 kg/ha) recuou 1,3%.

Milho

O prognóstico projeta redução de 1,5% (menos 1,6 milhão de toneladas) do total estimado em 101,7 milhões de toneladas. A tendência é de um maior volume de produção do milho em 2ª safra, com participação de 74,0% da produção de 2021, contra os 26,0% da 1ª safra de milho.

Soja

A estimativa de produção em 2021 é de 129,7 milhões de toneladas, com aponta alta de 1,5% em relação ao segundo prognóstico e de 6,8% em relação a 2020. A área a plantada deve ficar em 38,1 milhões de hectares, com crescimento de 2,7%. O rendimento médio (3.410 kg/ha) deve subir 4,0%. “Em função dos preços mais compensadores da soja em relação ao milho, os produtores devem ampliar suas as áreas de cultivo”, projeta o IBGE. Este ano o cultivo da soja deve representar mais de 57,0% da área total de cereais, leguminosas e oleaginosas.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados