São Pedro!

Os 90 milímetros mais alentadores

Chuvas que caíram em Pelotas de quinta a sábado devem estabilizar o nível da barragem Santa Bárbara, que subiu 17 centímetros

24 de Maio de 2020 - 19h38 Corrigir A + A -
Medição anterior era de 4,13 metros abaixo do nível ideal

Medição anterior era de 4,13 metros abaixo do nível ideal

Mudança de cenário: domingo foi de solo encharcado na barragem

Mudança de cenário: domingo foi de solo encharcado na barragem

A chuva que caiu entre a quinta-feira e o sábado (23) em Pelotas representou um acumulado de 90 milímetros, o que fez a barragem Santa Bárbara sair do histórico nível negativo de 4,13 metros para 3,96 metros, ainda também abaixo do nível normal. São 17 centímetros alentadores e que vão assegurar, pelo menos até esta terça, que a água não baixe mais. A constatação é do diretor-presidente do Sanep, Alexandre Garcia.

Em conversa com o Diário Popular, ele disse que esse nível vai depender ainda dos córregos e sistemas de drenagem que poderão manter ou até elevar o nível da barragem. Garcia destaca que o arroio Moreira, onde já funcionavam dois sistemas de bombeamento, tem uma recuperação mais rápida. Em relação à chuva que caiu em todo o Estado, o diretor explica que o principal “corpo hídrico” de Pelotas é o canal São Gonçalo, que pode ser beneficiado se houver escoamento pela Lagoa dos Patos.

Com a água ainda abaixo do nível ideal de captação na marcação diária que é feita pelo Sanep, a autarquia mantém o decreto do dia 23 de abril. “Essa chuva não muda em nada as normas de restrição do uso da água, uma vez que, quando lançamos o decreto, o nível estava 2,90 metros negativos, bem menos que os atuais”, aponta o gestor. A boa notícia, segundo Garcia, é que o ciclo da chuva deve começar a mudar e a tendência é de mais precipitações para as próximas três semanas. Apesar do pensamento positivo, ele enfatiza: “Economize a água!”

Baixas temperaturas

Com a chuva deixando Pelotas no domingo, as temperatura despencaram. Os primeiros efeitos da entrada de uma forte massa de ar frio de origem polar já foram sentidas pela manhã, com a mínima de 11,3ºC. À tarde, por volta das 15h, os termômetros registravam entre 16ºC e 17ºC, conforme a região da cidade. A tendência é de que o frio permaneça por quase toda a semana. 

Este é a segunda onda de frio que chega ao Brasil em maio deste ano - e vem mais forte do que a primeira, que atuou na semana que antecedeu o Dia das Mães. Além disso, o ar frio vai ficar mais tempo sobre o interior do país. Ciclones extratropicais vão ajudar a manter o ar gelado no interior do continente.

Previsão para o trimestre

De acordo com o Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas da Universidade Federal de Pelotas (CPPMet/UFPel), a previsão para junho e julho é de que a chuva amenize o déficit hídrico, mas a estiagem deve continuar. Maio está caracterizado pela má distribuição da chuva. Algumas regiões têm pouca precipitação, como a Zona Sul do Estado, e outras volumes próximos à média climatológica, como a Região Central. Na estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) da região de Pelotas, no Capão do Leão, o volume até o dia 18 foi de 14 milímetros, muito abaixo da média.

Segundo as previsões do CPPMet, as projeções climáticas inicializadas em maio indicam que as precipitações podem ficar dentro da média no período de inverno. 

Em relação à temperatura do ar, a previsão indicada pelos modelos para o trimestre de junho, julho e agosto traz a tendência de que os valores possam variar entre próximo e acima da média no período. O modelo climatológico da UFPel indica um inverno com predomínio de temperaturas um pouco mais baixas (anomalias negativas) e um final com temperaturas mais amenas.


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