Educação

O outro lado do Enem

Para evitar correria de última hora, candidata Amanda Carvalho chegou ao local da prova 1 hora antes da abertura dos portões

25 de Janeiro de 2021 - 07h00 Corrigir A + A -

Por: Henrique Risse
henrique.risse@diariopopular.com.br 

Precaução. Estudante foi a primeira a chegar no local da prova (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Precaução. Estudante foi a primeira a chegar no local da prova (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Lotação. Jovem teve receio de chegar mais tarde e não poder fazer o teste (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Lotação. Jovem teve receio de chegar mais tarde e não poder fazer o teste (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Quando se fala em Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), uma das primeiras coisas que vem a cabeça são os atrasados. Aqueles que deixam para chegar ao local da prova na última hora e, em inúmeros casos, acabam sendo impedidos de realizar o exame por chegarem depois do fechamento do portão. Esse, definitivamente, não é o caso de Amanda Carvalho. Para ela, chegar cedo pode ser o primeiro passo para realizar o sonho de entrar em uma universidade.

A estudante de 19 anos foi a primeira a chegar no domingo (24) para o segundo dia de provas no Instituto de Educação Assis Brasil, local onde ela cursou todo o ensino médio. Precavida, Carvalho sentou-se na escadaria que dá acesso à escola por volta das 10h30min, uma hora antes da abertura dos portões.

“Na semana passada eu também vim bem cedo, porque eu já sabia que eles só iam deixar entrar metade dos alunos”, disse. Na primeira prova, realizada no domingo passado (17), muitos estudantes foram impedidos de realizar o exame por falta de espaço nas salas de aulas. Segundo o Ministério da Educação, “têm direito à reaplicação candidatos inscritos no Enem impresso ou digital que tenham sido impedidos de fazer o exame por questões logísticas ou estruturais”. Esses, no entanto, terão a oportunidade de fazer o Enem 2020 (geralmente realizado entre novembro e dezembro) nos dias 23 e 24 de fevereiro.

Se no primeiro dia os candidatos tiveram cinco horas e 30 minutos para fazer as 90 questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias, além da redação, no segundo foram cinco horas para resolver as questões de Matemática e Ciências da Natureza (Biologia, Física e Química). “A expectativa é melhor porque eu tenho mais facilidade com as matérias de hoje (ontem)”, disse Amanda.

Mais Enem

Ao contrário de outros anos, o Enem 2020 terá mais quatro dias de provas. Em um projeto piloto, 96 mil candidatos vão ter a oportunidade de realizar a versão digital do exame. Ela vai ocorrer nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. Além destas opções, ainda terá a reaplicação da prova, nos dias 23 e 24 de fevereiro. Estas datas estão reservadas àqueles que foram impedidos de entrar nas salas de aula por excesso de alunos - tanto na versão impressa quanto na digital - ou que tenham positivado para Covid-19 ou apresentado sintomas de síndromes gripais.

Além da Covid-19, podem solicitar a reaplicação, participantes com coqueluche, difteria, doença invasiva por Haemophilus influenza, doença meningocócica e outras meningites, varíola, Influenza humana A e B, poliomielite por poliovírus selvagem, sarampo, rubéola, varicela.

Candidatos que apresentaram sintomas de Covid-19 ou outra doença infectocontagiosa deverão solicitar a participação na reaplicação do exame entre os dias 25 e 29 de janeiro, na Página do Participante (https://enem.inep.gov.br/participante). Os participantes que apresentaram sintomas após o dia 16 de janeiro poderão apresentar exames e laudos médicos que comprovem a condição.

Abstenção recorde

Somados os fatores como sintomas de Covid-19 e falta de espaço nas salas de aulas para todos os estudantes, o Enem bateu recorde de abstenção. Foram 51,5% de ausência apenas no primeiro dia. Do total de 5.523.029 inscritos para a versão impressa do Enem, 2.842.332 faltaram às provas.


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