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O encanto das feiras ao ar livre

Em Pelotas, oferta é grande. Pode-se chegar a comprar em feirinhas todos os dias da semana

10 de Fevereiro de 2018 - 12h00 Corrigir A + A -
São várias alternativas e em diferentes locais da cidade (Foto: Paulo Rossi - DP)

São várias alternativas e em diferentes locais da cidade (Foto: Paulo Rossi - DP)

Cheias de atrativos ao consumidor, as feiras livres ganham espaço no gosto do pelotense. Presentes no Centro e nos bairros, todos os dias da semana, além de valorizar o produtor local, elas trazem itens de qualidade à mesa do consumidor. Frutas, legumes, verduras, produtos de origem animal e até artesanatos podem ser encontrados nestes espaços.

Jaciva Oliveira, aos 85 anos, é uma frequentadora assídua de uma das feiras, na rótula entre as avenidas Juscelino Kubitschek e Bento Gonçalves, próxima a sua residência. A qualidade dos produtos do campo atrai ela. “É muito bom, dá confiança comprar deles”, cita, destacando a importância de comprar direto de agricultores, lembrando da proximidade com a fonte primária como um atrativo a mais para adquirir os produtos.

Clairton Porath é um desses feirantes. Há 12 anos ele revende produtos nesta feira, na companhia da esposa e do sogro. Segundo ele, a clientela em geral costuma ser fiel e antiga, e nessa época procura principalmente as frutas. “Uva, ameixa, morango, melancia… o movimento é estável, mas aumenta um pouco no verão”, lembra, listando os itens mais procurados. As irmãs Guacira e Valquíria da Cruz são consumidoras frequentes da feira. Preferindo verduras e legumes, as moradoras do Areal destacam que comprar direto do produtor é um atrativo. “Comprando aqui, dura bem mais”, garantem, destacando sua qualidade.

Mudanças
Pelotas atualmente conta com 196 feirantes cadastrados, divididos em 37 feiras semanais espalhadas pela cidade, segundo os dados da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A pasta passou a ser responsável por gerir as feiras a partir deste ano. Segundo o diretor-técnico Telmo Lena, em um primeiro momento a ideia é reconhecer as características e ouvir as demandas dos produtores.

O próximo passo será visando criar um padrão de qualidade e posteriormente fazer delas um evento cultural, como ocorre em outras cidades. “Futuramente iremos trabalhar uma melhoria nas atividades comerciais, trazendo conceitos através de treinamentos em boas práticas agrícolas, rastreabilidade e higiene operacional”, garante. O vice-presidente da Associação dos Feirantes do Grupo A de Pelotas (Afapel), Osvaldo Noremberg, aprova as possíveis mudanças. Segundo ele, o público continua sempre buscando as feiras, e a melhor qualificação pode ajudar a desenvolvê-las ainda mais.

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