Estilo Pet

O banho e o frio: uma relação de amor e... necessidade

Com as temperaturas mais baixas, a frequência dos banhos nos cães deve diminuir, mas é preciso ficar atento às exceções

13 de Julho de 2020 - 11h49 Corrigir A + A -
Recomenda-se que os banhos sejam com água morna e realizados em ambiente fechado (Foto: Bruno Bohm - Especial - DP)

Recomenda-se que os banhos sejam com água morna e realizados em ambiente fechado (Foto: Bruno Bohm - Especial - DP)

O banho é importantíssimo para a saúde do animal (Foto: Bruno Bohm - Especial - DP)

O banho é importantíssimo para a saúde do animal (Foto: Bruno Bohm - Especial - DP)

É preciso estar atento às mudanças de temperatura, que podem deixar os cachorros mais suscetíveis a doenças (Foto: Bruno Bohm - Especial - DP)

É preciso estar atento às mudanças de temperatura, que podem deixar os cachorros mais suscetíveis a doenças (Foto: Bruno Bohm - Especial - DP)

Uma das "brincadeiras" (ou não?) mais frequentes quando chega a estação mais fria do ano é aquela de que o banho não precisa mais ser diário por causa das baixas temperaturas. O curto processo de sair do chuveiro até voltar à tranquilidade de vestir algo que espante qualquer ar gelado parece durar uma eternidade. Para os cães a situação não é muito diferente. Os banhos, que já não ocorriam todos os dias, podem, sim, ganhar um maior espaçamento. E, na verdade, devem.

De maneira geral, a frequência dos banhos no inverno deve ser menor do que no restante do ano, uma vez que o banho expõe mais os animais ao frio. Além disso, recomenda-se que os banhos sejam com água morna e realizados em ambiente fechado. 

Essa sensibilidade às mudanças de temperatura - que no inverno clama por uma roupinha, ou um cobertor - deixa os cachorros mais suscetíveis a doenças como a traqueobronquite infecciosa, conhecida como 'tosse dos canis', que causa espirros, secreção nasal e ocular e ainda prostração.

A exceção sentida na pele

Essas regras todas a respeito dos cuidados com os pets têm suas exceções. Apesar das indicações, quando o pet em questão é um paciente com alteração dermatológica, a importância do banho com maior assiduidade passa a ser inquestionável, independentemente da estação. A frequência da higienização para esses pets chega a surpreender os tutores pela maior periodicidade.

"Cada caso é único, sendo necessária uma avaliação individual do paciente, a fim de identificar um apontamento a respeito dos banhos e dos melhores produtos a serem utilizados", aponta o veterinário Rafael Pereira, especializado em Dermatologia e Alergologia.

O profissional explica que pacientes com untuosidade e desqueratinização (seborreia) costumam apresentar cheiro forte e desagradável, por isso o banho com produtos desengordurantes se faz necessário, na maioria das vezes, inclusive, com a frequência de mais de um banho por semana.

Os cães com piodermite também são comumente tratados com xampus antissépticos. "Em muitos casos, o produto adequado e a frequência correta de banhos podem substituir o uso de antibióticos administrados via oral", diz Rafael.

No caso da dermatite atópica, uma doença alérgica muito comum entre cães, a higienização com maior regularidade também faz grande diferença. "Para estes animais, o banho com produtos adequados auxilia a reestabelecer a barreira cutânea e a hidratação da pele. Além disso, auxilia a remover alérgenos aderidos à pele e ao pêlo, causadores de coceira", aponta o veterinário.

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