Cuidados

Novo titular da Ssui projeta mais participação da população

Antônio Ozório Garcia Campos pede que comunidade se alie no cuidado com as ruas e ajude prefeitura na fiscalização

04 de Abril de 2019 - 08h30 Corrigir A + A -
Antônio Ozório Garcia Campos assumiu a Ssui em março (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Antônio Ozório Garcia Campos assumiu a Ssui em março (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Uma das secretarias mais cobradas pela população, a Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura (Ssui), está nas mãos de Antônio Ozório Garcia Campos desde o último dia 21, que substituiu Jeferson Dutra. Com passagens pelo Sanep e pela Divisão de Veículos e Oficina (DVO) da prefeitura, Campos é formado nos cursos técnicos de Eletrônica e Telecomunicações, possui graduação em Filosofia, e trabalhava na pasta desde janeiro. No último final de semana deixou a presidência do PSDB no município, passando a ser o vice. Com pelo menos 20 meses de gestão pela frente, o novo titular recebeu o Diário Popular para falar das ações que pretende desenvolver e adiantou: quer aumentar a participação popular nos cuidados com a cidade.

A Ssui é uma das pastas cuja atuação, ou a falta dela, desperta comentários e cobranças de boa parte da população. Responsável pela limpeza urbana, iluminação, manutenção de vias não pavimentadas, praças, apreensão de animais soltos, limpeza da orla da Lagoa dos Patos e por diversos outros pontos, o secretário considera esta uma das funções mais "ingratas", no sentido de que os erros aparecem bem mais que os acertos. E, quando questionado sobre seu principal objetivo no comando, afirma que quer ajudar a criar uma consciência de que o serviço urbano não é papel apenas do Poder Público. A comunidade pode ajudar com a preservação e a manutenção dos espaços.

E a falta desta consciência é mostrada por ele na entrevista. A Ssui recolhe cerca de 60 caçambas por dia de lixo, entre entulhos, galhos, restos de obras e até de mobiliário, deixados em via pública. Segundo ele, isso supera os números do Sanep, responsável pela coleta seletiva do município. "Eu, quando cheguei aqui, não acreditava neste número", revela. A projeção é tentar resolver isso através de mutirões e de trabalhos de reeducação em pontos considerados críticos. Ele estimula a população a fotografar e denunciar quando se depara com este tipo de atitude, pois tal ato pode gerar até multas.

O momento de escassez nos recursos públicos é outro problema. Por isso, o secretário diz que algumas roçadas estão sendo feitas apenas no ponto específico, deixando calçadas e afins para o proprietário do imóvel, que tem essa responsabilidade. O recolhimento de descartes irregulares também acarreta em um gasto a mais. E, para combater isso, ele promete lutar para aumentar os Ecopontos no município.

Praia do Laranjal
No verão, várias reclamações sobre a falta de limpeza e a existência de buracos nos bairros foram feitas, e o Laranjal foi um dos principais alvos. Ele aponta o excesso de chuvas como um dos principais motivos. Mas houve também a falta de saibro, cuja compra atrasou pelo início de um novo ano fiscal. O aumento do número de casas no bairro também é apontado como fator que complicou a execução do serviço público e, com a necessidade de se reorganizar, Campos pede também nisso a colaboração da população.

Bairros
Os mutirões devem ser um dos principais aliados, segundo ele. Na última semana, o Getúlio Vargas recebeu o serviço. O próximo será o Sítio Floresta. Aliando-se às outras pastas do governo para executar o máximo de serviços possíveis durante as ações, acredita que será possível atacar em mais frentes e realizá-las conforme forem identificadas as maiores demandas.

Cemitério da Boa Vista
O secretário admite que as reclamações recentes quanto à falta de cuidados com o cemitério da Boa Vista são pertinentes. "É um trabalho difícil, não posso entrar com trator", explica. Os 80 mil metros quadrados do espaço são limpos cerca de três vezes por ano, próximo de datas com maior movimentação de visitantes. A demanda por túmulos, no momento, não é vista como uma dor de cabeça. "Desde que estou aqui, não tivemos problemas", garante. Quanto à questão de irregularidades, diz que tudo é encaminhado para resolução em conjunto com o Ministério Público.

Problemas na iluminação
Os dados da Ssui apontam que mais de 1,5 mil pontos de luz estão apagados pela cidade, por diversos fatores. Ele diz que o problema surgiu no ano passado, em uma tentativa de economizar, que acabou culminando em uma compra parcelada de materiais. A empresa teria atrasado as entregas e uma nova licitação foi aberta. Agora, ele promete que, a partir da segunda quinzena do mês, os novos materiais devem começar a chegar para atacar o problema. No momento, garante estar mapeando todos os pontos para tentar realizar a reposição o mais rápido possível.

Praças
São mais de duas centenas de praças no município, além de espaços de convívio público. "A nossa ideia é colocar brinquedos em todas as praças", garante. Mobiliários como bancos, por exemplo, são mais difíceis. Faltam recursos e matéria-prima. A mão de obra prisional é vista como um aliado positivo, mas, também, é escassa. Se definindo como um entusiasta da iniciativa, pretende, em breve, aumentar a participação.


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