Crise na saúde

Novo comando da Santa Casa de Pelotas segue indefinido

Assembleia desta quinta-feira foi suspensa por falta de candidatos e será retomada na quarta, dia 20

14 de Março de 2019 - 21h00 Corrigir A + A -

Por: Michele Ferreira
michele@diariopopular.com.br 

No primeiro dia da greve, em 25 de fevereiro, trabalhadores foram às ruas em caminhada  (Foto: Jô Folha - DP)

No primeiro dia da greve, em 25 de fevereiro, trabalhadores foram às ruas em caminhada (Foto: Jô Folha - DP)

Segue a indefinição sobre quem assumirá o comando da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas pelo período de dois anos, em meio à grave crise financeira. Uma nova assembleia ficou agendada para quarta-feira, às 14h. No encontro desta quinta-feira (14) à tarde nenhuma chapa se candidatou para compor a Mesa Administrativa. O Conselho Fiscal também ficou sem interessados. Esta quinta ainda foi marcada pelo pagamento dos outros 50% dos salários de fevereiro e pela reabertura da creche aos filhos dos trabalhadores; uma das tantas reivindicações que levaram às greves.

Até este momento, entretanto, nenhuma das paralisações deflagradas por diferentes categorias será interrompida. O Sindicato dos Enfermeiros do Rio Grande do Sul já confirmou assembleia geral para a terça-feira, às 11h, quando decidem os rumos da mobilização. A partir das 13h, também do dia 19 de março, uma assembleia unificada entre profissionais como farmacêuticos, técnicos de Radiologia e técnicos em Enfermagem irá avaliar os próximos passos.

Afinal, as equipes buscam mais do que pagamentos de salários, de férias, de vale-transporte e de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em dia. As equipes querem mais: exigem condições de trabalho e acesso a material e a medicamentos aos procedimentos; estrutura mínima para o exercício seguro das atividades. "Nosso pessoal precisa ter certeza de que as cláusulas da negociação coletiva serão respeitadas", enfatiza a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Saúde de Pelotas (Sindisaúde), Bianca D´ Carla.

Reeleição não
O provedor Lauro Ferreira de Melo reafirmou: está descartada a possibilidade de permanecer no cargo. "É uma forma de permitir a salutar substituição de outras experiências que possam colaborar na administração hospitalar da Santa Casa", justifica o coronel da Reserva do Exército eleito por aclamação em 2017.

No final da tarde desta quinta-feira, ao conversar com o Diário Popular, garantiu que nenhum repasse do Governo do Estado foi liberado. O último, parcial, ocorreu em setembro de 2018 e as pendências já ultrapassam os R$ 1,4 milhão. Para efetuar o pagamento da segunda metade dos salários de fevereiro foram utilizados os cerca de R$ 800 mil repassados pela União - relativo aos atendimentos de Alta Complexidade -, além de recursos oriundos de convênios e particulares, que permitiram chegar à soma de aproximadamente R$ 1 milhão.

Atualmente, só a dívida bancária da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas chega a R$ 25 milhões.

 


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados