Ventania

Novo ciclone deve chegar à Zona Sul nesta terça

Embora menos intensos que os da última semana, ventos podem chegar a 90 quilômetros por hora

06 de Julho de 2020 - 18h29 Corrigir A + A -
Ciclone da última semana causou muitos transtornos na região, como a falta de energia elétrica (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Ciclone da última semana causou muitos transtornos na região, como a falta de energia elétrica (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Os reflexos da passagem do ciclone bomba na semana passada ainda são sentidos na Zona Sul e os boletins meteorológicos apontam a chegada de mais outro, entre terça (7) e quarta-feira. Embora seja um ciclone menos intenso se comparado ao que chegou à região na última quarta-feira, sua passagem é motivo de alerta à população, que pode sofrer novos danos. A previsão aponta que os ventos podem chegar a 90 km/h em Pelotas e devem acontecer chuvas entre 40 e 70 milímetros.

Na semana passada, o vento causou graves estragos. Mais de 90 mil pelotenses ficaram sem luz, houve dificuldades em linhas telefônicas e em outras cidades da Zona Sul, como Chuí e Santa Vitória do Palmar, casas foram destelhadas. Rio Grande chegou a registrar correntes de vento a 114 km/h, a mais forte da região. O ciclone que deve chegar nesta terça aos municípios não é caracterizado como “bomba”, é menos intenso e não deve chegar com rajadas tão fortes. Entretanto, pode trazer transtornos significativos na região. “Na Zona Sul, teremos ventos fortes entre 70 e 80 Km/h, que podem causar queda de árvores e impactos no setor elétrico. É uma corrente dentro de uma normalidade da nossa condição climática e que vai trazer muita chuva e fortes rajadas de vento”, explica a meteorologista do MetSul, Estael Sias.

As chuvas são o principal motivo de alerta. Os boletins meteorológicos apontam que, nesta terçah, deve acontecer o maior volume - são esperados até 70 milímetros. “Em alguns momentos deve chover forte, como é normal em situações de ciclone. Na Zona Sul, teremos chuvas significativas e fortes rajadas de ventos”, afirma Estael. Ela ainda explica que devem haver alagamentos na região dos vales, no Centro-Norte do estado e que, após o escoamento dos volumes de água nestes pontos, ela deve se acumular na Lagoa dos Patos, o que proporcionará um aumento do nível da água no local.

Neste cenário que podem acontecer novas adversidades, a orientação é se prevenir. “É preciso evitar áreas de risco. As pessoas sabem os locais de seus bairros que costumam alagar, postes de luz e árvores mais antigos têm maior chance de cair, então é bom manter distância. Pelos riscos de temporal isolado, o ideal também é não se expor, procurar ficar abrigado em locais seguros”, indica Estael.


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