Coronavírus

Novas medidas para enfrentar o pior momento

Estado, município e região apresentam medidas para lidar com o cenário mais complicado da pandemia até aqui

22 de Fevereiro de 2021 - 19h10 Corrigir A + A -
Ocupação de leitos UTI é motivo da atenção na região (Foto: Jô Folha - DP)

Ocupação de leitos UTI é motivo da atenção na região (Foto: Jô Folha - DP)

* Erramos - Diferentemente do texto original publicado pelo DP, a prefeitura não decretou fechamento de atividades entre o final da tarde de quinta (25) e a manhã de terça (2). A matéria foi atualizada para correção das informações relacionadas aos protocolos a serem adotados pelo município de Pelotas, que seguirão o estabelecido pelo governo do Estado. Pedimos desculpas pela falha.

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Dez dias. É de menos de duas semanas a perspectiva do Governo do Estado para que o sistema da região sul do Rio Grande do Sul entre em colapso por conta da pandemia de Covid-19. O prognóstico foi feito com base na variação das internações em leitos de UTI no último dia: em relação ao sábado (20), o domingo (21) registrou cinco pessoas a mais internadas por conta do coronavírus. O agravamento, que se reflete em Pelotas e demais cidades vizinhas, levou ao retorno à bandeira vermelha do distanciamento controlado. Localmente, a prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) anunciou que seguirá as determinações do governo do Estado, com fechamento das atividades não essenciais, a partir desta terça-feira (23) às 20h.

De acordo com o portal gaúcho da Covid-19, a R21, que abrange Pelotas e região, tem atualmente 85,6% dos leitos UTI ocupados. Já a macrorregião sul, que contempla ainda municípios como Bagé e Dom Pedrito, apresenta 76,4% de ocupação. Em reunião com a  Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), ontem, o governador Eduardo Leite (PSDB) alertou para o fato de que, em breve, não será mais possível ampliar a estrutura dos sistemas de saúde, tendo em vista a impossibilidade de contratar profissionais. 

No encontro, Leite apresentou novos gráficos mostrando o maior e mais rápido crescimento nas internações desde o início da pandemia no Estado. Em julho, primeiro momento crítico da pandemia no estado, o pico foi de 64 internações diárias. Em Novembro, 67. No domingo (21), o Rio Grande do Sul registrou 171 novas internações - a maior média móvel desde que o coronavírus chegou ao Rio Grande do Sul.

Apesar da situação grave, o governador cedeu à unanimidade das associações regionais e optou por manter as cogestões regionais. Com isso, as regiões poderão respeitar protocolos mais brandos, desde que não menos restritos que os protocolos de bandeira inferior. Em contrapartida, Leite anunciou a ampliação do decreto que suspende todas as atividades não essenciais no Estado. Agora, elas estão suspensas das 20h às 5h. A medida vale até o dia 2 de março.

Em Pelotas

Também na segunda, a prefeita Paula Mascarenhas utilizou as redes sociais para anunciar novamente a suspensão das atividades não essenciais em Pelotas a partir das 20h desta terça-feira (23). A restrição passa a valer das 20h às 5h, até o dia 1º de março, conforme determinação do Estado. Outras medidas são a suspensão de cirurgias eletivas, da permanência de pessoas nos espaços públicos e da utilização de áreas comuns de condomínios como praças, quiosquese, entre outros, De acordo com o último boletim epidemiológico, o município registrou ontem mais 64 casos e uma morte por Covid-19. Com estes números, são 21.487 infecções e 365 vidas perdidas para a pandemia. São 112 pacientes internados e, destes, 33 ocupam leitos de UTI.

Azonasul cumprirá protocolos

O agravamento da pandemia levou a R21 a regredir para a bandeira vermelha dentro do mapa do distanciamento controlado do Governo do Estado. A Azonasul informou ontem que dentre as estratégias estabelecidas pelas lideranças regionais está a edição de decretos restritivos “para organizar ou coibir   atividades  comerciais, esportivas e de lazer.” 

A decisão foi tomada pelos membros do Comitê Técnico Regional de Enfrentamento à Pandemia durante reunião ocorrida também ontem. “Os decretos obedecerão os rigores da bandeira vermelha e não serão mais flexíveis. Podem, isso sim, serem mais gravosos do que os estabelecidos na classificação da bandeira vermelha”, afirmou o atual presidente do comitê, Fávio Telis.

A situação da Covid-19 na R21

Leitos de UTI (20 hospitais)
Ocupados: 146
Totais: 174

A situação da Covid-19 na macrorregião Sul

Leitor de UTI (25 hospitais)
Ocupados: 208
Totais: 163

Confira os protocolos da bandeira vermelha

Para conferir as restrições para cada atividade, acesse o link, vá até fim da página e digite Pelotas.


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