Mobilização

Nas ruas, para dizer sim à educação pública de qualidade

Quarta-feira será de Greve Geral; em Pelotas haverá ato, marcha e aulas suspensas

14 de Maio de 2019 - 12h32 Corrigir A + A -

Por: Michele Ferreira
michele@diariopopular.com.br 

Debate entre servidores e rápido abraço simbólico ocorreu também no prédio da Reitoria do IF, em Pelotas

(Fotos; Divulgação)

Debate entre servidores e rápido abraço simbólico ocorreu também no prédio da Reitoria do IF, em Pelotas (Fotos; Divulgação)

A luta é na rua. Em todo o país. A quarta-feira (15) será marcada pela Greve Nacional da Educação. Em Pelotas, não são apenas as instituições federais de Ensino Superior que ficarão de portas cerradas amanhã, nos três turnos. Escolas das redes municipal e estadual também devem interromper as atividades para se juntar à mobilização contra as medidas do governo de Jair Bolsonaro (PSL). 

Bloqueio de pelo menos 30% do orçamento de custeio dos Institutos e universidades federais - Brasil afora -, cortes de bolsas de pesquisa e pós-graduação e redução de recursos na área de Ciências Humanas, como Sociologia e Filosofia. São vários os prejuízos anunciados nos últimos dias. A expectativa, portanto, é de que alunos, pais e integrantes da comunidade em geral também se juntem às manifestações, que extrapolam a voz de professores e funcionários da Educação. 

Afinal, a possível interrupção das atividades da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) a partir de setembro, por falta de verba, afetará toda a sociedade; não somente de Pelotas - como o Diário Popular mostrou em série de reportagens na última semana. 

Mesmo com chuva, dia foi de articulação na região
A semana começou com reuniões de planejamento e atos simbólicos rápidos. A chuva, que em alguns momentos chegou a cair forte no Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (13), alterou programações, mas não cancelou atividades. No prédio da reitoria do IFSul, em Pelotas, e no auditório do Instituto, em Bagé, estudantes, professores e técnico-administrativos deram-se às mãos para demonstrar unidade e força. Em Jaguarão, alunos e servidores foram até a praça para apresentar atividades realizadas à população.

Na UFPel, a noite foi de assembleia geral encabeçada pelos estudantes. A previsão inicial era de que o movimento ocorresse no largo Edmar Fetter, mas acabou transferido ao campus Barroso devido às pancadas de chuva, que não deram trégua.

Engajamento também na Educação Básica
- Entre os municipários de Pelotas: A presidente do Sindicato dos Municipários de Pelotas (Simp), Tatiane Rodrigues, é enfática ao defender a participação dos servidores no ato de amanhã. "Esses ataques vão atingir o todo da Educação. É uma política de destruição e desrespeito", enfatiza. E reforça o chamamento à adesão. 

- Na rede estadual: Trabalhadores das escolas estaduais juntam-se aos protestos, em toda a região. Os profissionais têm razão extra para estar nas ruas neste 15 de maio. Desde novembro de 2014, os servidores estão com os salários congelados. "Buscamos uma reposição salarial de 28,73%, referente à inflação de todo o Governo Sartori", ressalta o diretor do 24º Núcleo do Cpers-Sindicato, Mauro Amaral. A realização de concurso público, para substituir contratos, e o cumprimento do Piso Nacional do Magistério também despontam entre as prioridades nas negociações com o governo gaúcho.

Participe das mobilizações!
O quê: Greve Nacional da Educação
Quando: Nesta quarta, em todo o país
Programação em Pelotas:
- 14h: Ato unificado das centrais sindicais e movimentos sociais, no largo Edmar Fetter, com falas e apresentações artísticas
- 16h30min: Caminhada até o prédio do IFSul, com retorno e encerramento no Mercado Central


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