Solidariedade

Myrella precisa de nova ajuda da comunidade

Família conseguiu agendar cirurgia na coluna vertebral da pequena pelo SUS, mas terá gastos para se deslocar e permanecer em Porto Alegre

05 de Dezembro de 2020 - 10h11 Corrigir A + A -

Por: Michele Ferreira
michele@diariopopular.com.br 

A caçula, de apenas três anos, precisa passar pelo procedimento preventivo para preservar os movimentos (Foto: Carlos Queiroz - DP)

A caçula, de apenas três anos, precisa passar pelo procedimento preventivo para preservar os movimentos (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Família embarcará para Porto Alegre na quarta-feira (9); na quinta, Myrella já começa a fazer exames preparatórios (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Família embarcará para Porto Alegre na quarta-feira (9); na quinta, Myrella já começa a fazer exames preparatórios (Foto: Carlos Queiroz - DP)

O presente de Natal chegou antecipado: a cirurgia da pequena Myrella Castro, de três anos de idade, está agendada para 11 de dezembro. Depois de campanhas para arrecadar dinheiro para ressonância magnética e viagens a Porto Alegre para confirmar o melhor tratamento para mielomeningocele - uma doença congênita - veio a confirmação de que o procedimento seria imprescindível. Agora, a família volta a pedir o apoio da comunidade.

A cirurgia será realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas não há como prever quantos dias precisarão permanecer na capital do Estado. "A gente pensa positivo e quer tá de volta antes do Natal, mas não sabemos quanto tempo vai demorar", afirma o pai.

A operação é delicada. Myrella terá de permanecer, pelo menos, três dias imobilizada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para não pressionar a coluna vertebral. Na sequência, terão as sessões de fisioterapia para ver como ela responde e se recupera para, o mais rápido possível, estar de volta em casa - entre mimos, brinquedos e o cachorrinho filhote em volta.

O procedimento será um passo importante para preservar os movimentos da caçula, com olhar no futuro. Sem fazer a correção para eliminar a má-formação na coluna, há risco de a medula ser afetada. Por isso, a importância de não perderem tempo. Sem falar no perigo de uma bactéria se instalar no organismo de Myrella, através do pequeno orifício na coluna. "Estamos sempre tendo todos os cuidados", contam. E agradecem pela rede de amigos e de desconhecidos que os têm estendido a mão.

Uma rotina marcada por simplicidade e dedicação

Em seguida que Myrella nasceu e começou a correria por médicos e exames, a mãe Viviane Castilho, 30, parou de trabalhar. Dedica-se em tempo integral à pequena, que também possui intolerância à lactose e faz uso de um leite em pó especial para evitar diarreia e impulsionar o processo de crescimento. Não raro, a falante Myrella estaciona em peso e altura. Portanto, não podem descuidar da alimentação, ainda que o valor de cada lata - de cerca de R$ 40,00 - seja incompatível com o orçamento. Por isso, a rede de apoiadores precisa estar sempre ativa.

O pai Rogério Castro, 53, não mede esforços para tentar ampliar a renda familiar. A pandemia, entretanto, traz impacto direto às finanças. Em um turno, Roger - como é mais conhecido - é monitor na Universidade Católica de Pelotas (UCPel). No outro, divide-se entre as atividades que surgirem: pinta, corta grama, faz instalações elétricas, trabalha como pedreiro. Faz o bico que surgir para dar conta das despesas com os quatro filhos.

"Com a Covid ninguém tá me chamando. As pessoas não querem que entrem nas suas casas", preocupa-se, ao enxergar os gastos com a viagem e o período incerto que terão de permanecer em Porto Alegre. "Mas acreditamos muito que vai dar tudo certo", projeta o pai. "Ela é nosso xodó", reforça a mãe, que tem visto os olhos de Myrella brilharem ao mirar a árvore montada para esperar o Bom Velhinho. Uma decoração que traz cor e energia renovada à residência simples, de apenas dois cômodos e um banheiro. E uma bela história de dedicação.

Entenda melhor

A doença, também conhecida como espinha bífida aberta, é uma má-formação congênita da coluna vertebral que deixa expostas as meninges (membranas da espinha), a medula óssea e as raízes nervosas. Geralmente, o surgimento da bolsa da mielomeningocele é mais frequente na parte inferior das costas, mas pode surgir em qualquer local da espinha.

A Ciência ainda não tem explicação única para o surgimento da doença, mas pode estar relacionada a histórico de malformações da coluna na família ou deficiência de ácido fólico. A gravidade do quadro varia bastante, mas pode incluir consequências, como fraqueza muscular das pernas (ou até paralisia de movimentos), perda de controle intestinal e urinário, problemas ortopédicos e convulsões.

Para ajudar Myrella! 

- Com leite em pó sem lactose
- Com fraldas descartáveis tamanho G
- Com doações em dinheiro

* Telefones para contato:
- Mãe Viviane: (53) 99177-5009
- Pai Rogério: (53) 98405-6597


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados