Saúde e informação

Mulheres promovem em Pelotas ato pela amamentação

Grupo promoveu Hora do Mamaço para chamar atenção à importância do leite materno

24 de Agosto de 2019 - 21h50 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Ato no Centro de Pelotas faz parte das ações do Agosto Dourado, de conscientização sobre a importância do aleitamento materno (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Na TV e em fotografias, a amamentação é quase sempre um momento calmo e perfeito. Mas, na prática, nem sempre a experiência é tranquila ou prazerosa para mãe e bebê. Em alguns casos, sequer é possível oferecer o peito com a frequência e até a idade indicada como ideal por especialistas. Foi para tratar destas e outras questões que neste sábado (24) à tarde foi organizada a Hora do Mamaço na Praça Coronel Pedro Osório.

Promovida nacionalmente durante o agosto dourado, mês dedicado a tratar da importância do aleitamento materno, a atividade ganhou adeptas na cidade a partir do envolvimento do Grupo Autônomo de Mulheres de Pelotas (Gamp). Em contato com a organização nacional, uma das coordenadoras, Roberta Luzzardi, mobilizou outras mães. Sentadas à grama com os filhos, foram 15 mães aproveitando o sábado para falar e ouvir sobre amamentação. Mulheres interessadas em trocar experiências da maternidade e aprender como lidar com eventuais desafios cotidianos.

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Bárbara Hellwig (foto), 29, foi uma delas. Após passar um mês e meio tendo dificuldades por conta de fissuras no seio que tornavam alimentar o pequeno Ícaro uma aflição, resolveu buscar orientação. "Sempre tive o sonho de amamentar, mas nunca imaginei que pudesse ser tão difícil. Muitas vezes machucava a ponto de sangrar. Se tornava ainda pior porque há pressão psicológica, a gente sabe que o bebê precisa disso para ganhar peso", conta.

Informação só ajuda

A saída para Bárbara foi a informação. Buscou a consultoria da enfermeira Cristiane Brezolin, especializada no assunto. Hoje, curte cada momento junto ao filho, prestes a completar três meses. E não deixa de oferecer o peito a Ícaro mesmo diante de eventuais olhares desaprovadores em locais públicos. Algo que, relatam as mulheres, ainda persist. "Não há motivo pra isso. Qualquer lugar é lugar", afirma.

De acordo com a especialista, eventos como a Hora do Mamaço são fundamentais para que cada vez mais mulheres conversem sobre a maternidade. Até mesmo relatos de mães que optaram por não dar leite aos filhos precisam ser ouvidas. "A principal queixa é a dor ao amamentar, o que geralmente é resolvido após uma conversa e avaliação do binômio mãe e bebê", explica Cristiane. Segundo ela, o desconforto acentuado é uma das razões que leva muitas mulheres a oferecer o leite artificial às crianças, dificultando o processo de amamentação. "Existem bebês que necessitam de complementação, mas a grande maioria inicia por falta de manejo. Uma boa conversa com a mãe sobre encorajamento, acolhimento e informação sobre as fases da lactação seriam um marco para o sucesso", completa.


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