Despedida

Morre aos 90 anos Eny Fetter Zambrano

O velório começou às 15h, na Capela 3 do Memorial Pelotas Cemitério Park e vai até as 21h

09 de Dezembro de 2019 - 14h23 Corrigir A + A -

Por: Cíntia Piegas
cintiap@diariopopular.com.br 

Eny era formada em Letras Português/Francês, Direito e Enfermagem. (Foto: Arquivo da família)

Eny era formada em Letras Português/Francês, Direito e Enfermagem. (Foto: Arquivo da família)

A revisora do Diário Popular comemorando mais um aniversário com familiares e colegas do jornal (Foto: Arquivo da família)

A revisora do Diário Popular comemorando mais um aniversário com familiares e colegas do jornal (Foto: Arquivo da família)

Dona Eny ao lado da irmã Cely Feter Dias da Costa. (Foto: Arquivo da família)

Dona Eny ao lado da irmã Cely Feter Dias da Costa. (Foto: Arquivo da família)

Morreu na manhã desta segunda-feira (9), aos 90 anos de idade, Eny Fetter Zambrano. Ela estava hospitalizada na Beneficência Portuguesa após ser acometida por uma infecção. O velório tem início às 15h, na capela 3, do Memorial Pelotas Cemitério Park, no Capão do Leão, e vai até as 21h. Seu corpo será cremado.

Eny era irmã de Edmar, Adolpho e Elwin Fetter e Cely Fetter Dias da Costa. Foi casada com Gilberto Lhullier Zambrano, com quem teve quatro filhos: Elizabeth Fetter Zambrano, Gilberto Zambrano Filho, Carlos Fetter Zambrano e Andréia Fetter Zambrano. A professora deixa ainda sete netos e dois bisnetos. Ela era formada em Letras Português/ Francês, Direito e Enfermagem. Este último curso foi escolhido para poder cuidar do marido, que havia sofrido um acidente e necessitava de cuidados especiais. Lecionou na antiga Escola Técnica Federal de Pelotas (hoje IFSul), Colégio São José e na Universidade Católica de Pelotas (UCPel).

Já aposentada, foi trabalhar no jornal Diário Popular e atuou como revisora até este ano. Conhecida por sua paixão pela Língua Portuguesa, dona Eny - ou tia Eny, como era conhecida pelos colegas -, estava sempre disposta a ajudar quem tinha dúvidas da língua pátria. O falar correto contagiava a todos com quem conversava e sua didática era implacável na hora de ensinar uma regra de concordância, o emprego da crase ou falar sobre o uso excessivo do "que" em um texto jornalístico.

"Poder falar aqui da minha tia que hoje partiu é prestar uma homenagem", disse emocionada a diretora superintendente-administrativa do Diário Popular, Virgínia Fetter. Para ela, Eny era uma profissional perfeita e que tinha orgulho de ser funcionária do Diário ao 90 anos. Não faltava nunca ao trabalho, inclusive aos sábados. Ainda tinha disposição para corrigir teses de mestrados e de doutorados e jamais pediu algum tipo de vantagem para faltar o serviço. "Ela é um exemplo para as gerações mais novas da minha família e deixa um legado de dedicação e de sabedoria", considerou a sobrinha, ao lembrar dos assíduos cafés da tarde, no jornal, com três bolachas e em meio a muitos elogios aos textos publicados e aconselhamentos sobre a vida. "Ela viveu para melhorar o mundo."

Nota de pesar
A UCPel, onde dona Eny trabalhou por mais de quatro décadas, emitiu nota de pesar pelo falecimento. "Nos 46 anos que atuou na instituição, de 1961 a 2007, Eny fez história como professora de português nos cursos do então Centro de Ciências Humanas e da Educação. Além de lecionar, a ex-docente ainda atuou diretamente na realização de inúmeros processos seletivos da universidade, elaborando provas e corrigindo redações", publicou a instituição, solidarizando-se com família e amigos neste momento de luto.


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