Agronegócio

Medidor analisa teor de potássio nas folhas da soja

A novidade dispensa o uso mais demorado de laboratórios

10 de Fevereiro de 2019 - 11h02 Corrigir A + A -
Produtor poderá decidir em tempo hábil sobre o uso de insumos agrícolas (Foto: Divulgação - DP)

Produtor poderá decidir em tempo hábil sobre o uso de insumos agrícolas (Foto: Divulgação - DP)

Diferentes soluções tecnológicas desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foram lançadas na sexta-feira durante o Show Rural Coopavel, realizado em Cascavel (PR). Entre as inovações apresentadas está o chamado método Fast K, um teste para determinar de forma mais rápida e prática a concentração de potássio nas folhas de soja. Por ser o segundo nutriente mais exigido e exportado pela cultura da soja, o potássio (K) deve ser reaplicado pelos produtores para compensar a carência nutricional do solo e da planta.

Geralmente, o nível de potássio na planta é detectado por análises de solo e folhas realizadas em laboratório que demoram para apresentar os resultados. A tecnologia da Embrapa permite ao produtor avaliar ainda em campo, a partir de um medidor portátil, o teor nas folhas de soja e decidir em tempo hábil sobre o uso de insumos agrícolas.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Soja, Divânia de Lima, o objetivo é acelerar o diagnóstico da ausência ou não de potássio na soja para evitar perdas e garantir maior produtividade ao agricultor. "Às vezes, tem alguns problemas que aparecem no campo e o produtor não sabe se aquilo está sendo ocasionado pela ausência de potássio ou não. Então, o equipamento já dá essa leitura. Se o potássio não for o problema, o produtor vai buscar outras alternativas, sintomatologias, pode ser uma doença, por fungo, uma bactéria", explicou.

Feijão preto mais produtivo
Outra tecnologia lançada na sexta-feira foi uma cultivar de feijão de grão preto, que tem potencial de produção de 4,7 mil quilos por hectare. A variedade BRS FP403 é recomendada para cultivo em 19 estados brasileiros. Com alto rendimento e qualidade industrial, apresenta características que proporcionam a colheita mecânica direta. "É um feijão de ampla adaptação, que pode ser produzido em várias regiões brasileiras e é bem produtivo. O feijão é amplamente consumido no país, no Sul, no Rio de Janeiro. E mesmo sendo pouco consumido no Nordeste, tem adaptação para ser reproduzido lá também", disse Divânia.

Tecnologia e clima
Durante o evento, a Embrapa apresentou mais de 35 tecnologias desenvolvidas em 11 centros de pesquisa da empresa. As inovações são de diferentes áreas, como culturas da soja, feijão, mandioca, abacaxi, banana, integração de sistemas produtivos, tecnologias da agroecologia, metodologias de análise, produção animal e máquinas agrícolas.

Ao longo da semana, os visitantes do Show Rural também puderam tirar dúvidas com os técnicos e conhecer outros projetos e tecnologias, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que evita a abertura de novas áreas agrícolas. O sistema prevê que em uma mesma área convivam diferentes sistemas produtivos, com diversificação da produção, recuperação de pastagens degradadas, plantio de árvores, maior eficiência no uso de recursos naturais, entre outros benefícios.


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