Pandemia

Marcos Pontes participa de publicação científica sobre nitazoxanida

Segundo Pontes, estudo é "grande passo para ciência brasileira"

24 de Outubro de 2020 - 20h49 Corrigir A + A -

Agência Brasil

Marcos Pontes comemorou resultados do estudo. (Foto: Marcello Casal Jr - Agência Brasil)

Marcos Pontes comemorou resultados do estudo. (Foto: Marcello Casal Jr - Agência Brasil)

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, apresentou neste sábado (24), na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) o primeiro resultado positivo do estudo clínico com a nitazoxanida para o tratamento da Covid-19.

Coordenado pela pneumologista e professora da UFRJ Patrícia Rocco, o estudo teve publicação científica prévia apresentada no auditório da universidade, com a presença de Marcos Pontes e do secretário de Pesquisa e Formação Científica, Marcelo Morales.

O ministro afirmou que o medicamento é uma ferramenta no enfrentamento da Covid-19. De acordo com Marcos Pontes, o estudo tem uma importância gigantesca, já que conseguiu demonstrar que a nitazoxanida reduz a carga viral. “Depois do final do tratamento de 5 dias, nos próximos sete dias após a medicação, tem pacientes que têm a carga viral negativada.”

Marcos disse ainda que a nitazoxanida “é ferramenta que a ciência oferece para os médicos e isso é importante para o Brasil e para o mundo”. “É uma ferramenta que vai nos ajudar não só para a saída da pandemia, como para no futuro, transformar o coronavírus em algo completamente tratável. Esse é só começo”, avaliou.

 A nitazoxanida é um vermífugo utilizado no Brasil para o tratamento do rotavírus e foi testada para Covid-19 em 475 pacientes sintomáticos do 1º ao 3º dia de sintomas. Durante os testes, 78% deles deixaram de apresentar sintomas após 5 dias seguidos de uso do medicamento.

Segundo o ministro, outros países já demonstraram interesse no estudo, o que, para ele, é um grande passo da ciência brasileira no combate à Covid-19.

A professora Patrícia Rocco admitiu que o medicamento não é a “bala de prata” para a cura da doença, mas defendeu que o estudo foi bem desenhado para o redirecionamento do uso da droga para a Covid-19.


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