Conflito

Manifestantes entram em confronto na avenida Paulista

BM atirou balas de borracha e bombas de gás após briga generalizada

31 de Maio de 2020 - 19h18 Corrigir A + A -

Agência Brasil

Manifestantes tentavam impedir o avanço da Tropa de Choque (Foto: Pam Santos  - Especial DP)

Manifestantes tentavam impedir o avanço da Tropa de Choque (Foto: Pam Santos - Especial DP)

Integrantes de grupos que participavam de manifestação em defesa da democracia e apoiadores do governo federal entraram em confronto na tarde deste domingo (31) na avenida Paulista, no centro da cidade de São Paulo. A Polícia Militar (PM) disparou balas de borracha e bombas de gás em direção aos manifestantes. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado informou que houve “briga generalizada na avenida” e que a "PM atuou para impedir o conflito entre os grupos antagonistas”.

De acordo com a secretaria, um homem de 43 anos foi levado para a Santa Casa após ser agredido pelos investigados. A nota informa que cinco pessoas foram detidas e levadas ao 78° Distrito Policial (DP).

O organizador do Somos Democracia, Danilo Pássaro, disse que, durante o confronto, a PM concentrou suas ações contra o movimento. “O objetivo do protesto era bem claro, era a favor da democracia, era fazer uma manifestação pacífica. Porque a gente entende o que está posto no Brasil é uma guerra de narrativas”, disse. Ele contou à Agência Brasil que estava combinado com a PM a dispersão às 14h, mas algumas pessoas ficaram na avenida. O grupo reunia, entre outros, torcedores de times de futebol, incluindo de torcidas organizadas.

Segundo Danilo Pássaro, havia um grupo usando símbolos neonazistas e roupas camufladas que passou no meio do que havia restado da manifestação a favor da democracia, o que acabou gerando provocação e tumulto, quando então a PM interveio.

A Tropa de Choque da PM foi deslocada para a Paulista. Os manifestantes espalharam materiais na avenida para impedir o avanço da polícia. Alguns reagiram jogando objetos contra os policiais.

A reportagem procurou os organizadores da manifestação a favor do governo, mas não conseguiu contato com eles até o fechamento desta reportagem.

Pelo país

O presidente Jair Bolsonaro participou mais uma vez, neste domingo (31), de uma manifestação de apoiadores do seu governo no centro de Brasília. Os manifestantes se concentraram na área em frente ao Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo. Também houve uma carreata que percorreu a Esplanada dos Ministérios. 

Antes de caminhar perto da multidão, o presidente sobrevoou, de helicóptero, a região da Esplanada e da Praça dos Três Poderes, de onde acenou para as pessoas. Um trecho desse momento foi transmitido ao vivo pela página de Facebook oficial de Bolsonaro.  

Após o pouso da aeronave, o presidente caminhou pela via em frente ao Palácio do Planalto e cumprimentou os apoiadores. Em um determinado momento, Bolsonaro montou em um cavalo da Polícia Militar do Distrito Federal, acenando para os apoiadores. Em seguida, retornou para o Palácio do Planalto, de onde embarcou novamente no helicóptero para retornar ao Palácio do Alvorada, residência oficial. O presidente e boa parte dos manifestantes não usavam máscara, obrigatória em locais públicos do DF. A multa pelo descumprimento da norma pode chegar a R$ 2 mil.

Vestindo roupas verdes e amarelas, parte dos manifestantes protestou contra o Supremo Tribunal Federal (STF), com faixas e cartazes contendo dizeres como "Abaixo a ditadura do STF" e pedidos de intervenção militar na Corte. 

O Rio de Janeiro também viveu um domingo de protestos. Pela manhã, em Copacabana, grupo de pró-governistas fez sua manifestação. No mesmo local um grupo que se denomina antifacista apareceu gritando palavras de ordem contra Bolsonaro. A confusão foi desfeita com a presença da Polícia Militar.

Em Porto Alegre manifestantes pró e contra Bolsonaro fizeram passeata pelo Centro Histórico da capital na tarde deste domingo. Nenhum incidente grave foi registrado.


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