Travessia

Mais problemas surgem na ponte férrea

Contrapeso da estrutura caiu há alguns dias, não há previsão de conserto e pescadores ficam prejudicados

03 de Agosto de 2020 - 11h05 Corrigir A + A -
Barreira. Barcos não conseguem passar e seguir pelo São Gonçalo. (Foto: Jô Folha - DP)

Barreira. Barcos não conseguem passar e seguir pelo São Gonçalo. (Foto: Jô Folha - DP)

A ponte férrea localizada sobre o canal São Gonçalo, na divisa entre Pelotas e Rio Grande novamente apresenta problemas. A estrutura está há algum tempo sem manutenção e um novo problema traz preocupação para os pescadores e velejadores. O contrapeso caiu no último dia 22 e, pelo desgaste, é um conserto que exige investimento maior para não causar novas adversidades. Desde a queda, não há previsão de restauração.

Após a saída da empresa América Latina Logística (ALL), uma nova administração, conduzida pela Rumo Logística, assumiu e já realizou todos os cuidados necessários para o funcionamento elétrico da ponte. Trens têm atravessado o vão normalmente. Entretanto, outros reparos estruturais essenciais não têm sido feitos. O contrapeso da ponte caiu no dia 22 e nenhuma movimentação foi feita para os estragos causados pela queda. “Nós alertamos que a parte estrutural apresentava problemas. A ponte está num estado lamentável. A parte estrutural está muito feia. Infelizmente, é um problema recorrente, que acontece de forma recorrente. Já conversamos com o Ministério Público, porque esta situação não pode ficar assim”, conta Mauro Martinelli, proprietário de uma embarcação e membro do conselho deliberativo do Iate Clube de Pelotas.

A situação da ponte é um empecilho para os pescadores que trabalham no canal. O São Gonçalo liga a Lagoa dos Patos à Mirim e as falhas estruturais impedem a travessia dos pescadores, que têm dificuldade de desempenhar suas atividades diárias para seu sustento. A questão já motivou a confecção de um abaixo-assinado por parte dos trabalhadores, que já foi encaminhado ao Ministério Público. “Tudo isso é reivindicado desde 2010, esses cuidados maiores com a ponte. Há um abaixo-assinado dos pescadores que já foi encaminhado às autoridades, explicando toda a situação. Eles não conseguem passar para poder trabalhar, que é o mínimo. Enquanto eles possuem essas dificuldades, os trens conseguem atravessar de forma muito tranquila. A preferência é de quem passa pela água e não há uma preocupação com quem não consegue passar”, destaca Mauro.

A ponte é uma concessão do Estado do Rio Grande do Sul para a administração de uma empresa privada, no caso, a Rumo Logística. Os problemas de manutenção são recorrentes. Há cerca de dois anos, o trânsito para os pescadores estava comprometido, mas por outra razão. O vão móvel, cujo mecanismo permitia o içamento e a travessia dos barcos, ficou meses sem funcionar e dificultava a ação dos pescadores. Pelo histórico quanto à manutenção da ponte, o Ministério Público já foi acionado para acompanhar o caso.


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