Pecuária

Maior consumo de carne deve impactar positivamente no preço do boi gordo

Estimativa foi apresentada em palestra virtual sobre pecuária de corte da plataforma de comercialização Negócio Fechado

26 de Outubro de 2021 - 17h02 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Brasil é considerado um \"supermercado do mundo\", com 58% de toda a produção dirigida à indústria de bebidas e alimentos

A plataforma de comercialização na pecuária Negócio Fechado realizou nesta segunda-feira, 25 de outubro, a sua segunda palestra dentro do ciclo de painéis virtuais sobre temas relacionados à pecuária de corte.  O professor Júlio Barcellos, coordenador do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), abordou o tema “O que esperar do preço do boi gordo até o final do ano?”.

O palestrante iniciou a sua fala salientando que o Brasil é um supermercado do mundo, com 58% de toda a produção dirigida à indústria de bebidas e alimentos. “Levamos nossos produtos para 190 países, sendo 45% para a Ásia, 16% para os países árabes e em torno de 14% para a União Europeia. E nesse supermercado global, a carne bovina ocupa um espaço muito significativo. O  Brasil é o segundo maior produtor e primeiro exportador mundial”, destacou, lembrando que a partir destes dados surgem muitos desafios.

Segundo Barcellos, o que determina o preço do boi gordo são variáveis como poder econômico, comportamento do consumidor e o produto chegando na gôndola do varejo. “Toda a vez que estas variáveis afetam a oferta, o preço oscila. A carne é um produto extremamente fiel em termos de preço ao balanço oferta e procura, ainda que tenha substitutos parciais, como frango e porco”, observou, destacando que há uma perspectiva real de aumento de consumo da carne bovina nos próximos 45 dias, estimado em 18%.

Em relação à oferta, citando a Carta Conjuntural lançada pelo NESPro, o professor afirmou que houve uma redução considerável de abates no Rio Grande do Sul entre janeiro e setembro deste ano, aproximadamente 200 mil cabeças a menos, o que naquele período  não foi suficiente para promover a recuperação dos preços porque o consumo de carne bovina também caiu. “Para estimar preço, é necessário colocar variáveis na balança, como quem fornece o suprimento e quem consome”, pontuou.

Barcellos afirmou ainda que a oferta disponível de gado no Estado é de 520 mil cabeças e para suprir a demanda, serão necessárias 529 mil. “Porém, a balança está a favor da demanda e, com isso, oimpacto no preço é uma variação positiva entre 7% e 12%. Na semana de 9 de novembro o boi gordo deve fechar a  R$10,90/Kg e chegar ao máximo de R$12,05/Kg”, estimou, colocando que se isto acontecer, não será surpresa que também em janeiro a cotação esteja razoável.

O professor encerrou a palestra destacando a plataforma Negócio Fechado, lançada recentemente. “Esta plataforma possibilita a concretização de negócios de uma forma mais efetiva, segura, profissional, moderna e inovadora que o setor precisa”, concluiu.


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