Fiscalização

Lombadas eletrônicas vão voltar à avenida João Goulart

Equipamentos ainda precisam ser instalados pela empresa responsável e aferidos pelo Inmetro

18 de Novembro de 2019 - 09h40 Corrigir A + A -
Trânsito. Área é de intenso movimento de veículos. (Foto: Jô Folha - DP)

Trânsito. Área é de intenso movimento de veículos. (Foto: Jô Folha - DP)

Prontas. Estruturas já está montadas nos locais. (Foto: Jô Folha - DP)

Prontas. Estruturas já está montadas nos locais. (Foto: Jô Folha - DP)

Por Júlia Müller
julia.muller@diariopopular.com.br
(Estagiária sob supervisão de Débora Borba)

Ao longo do mês, as lombadas eletrônicas devem voltar a funcionar na avenida João Goulart, via com intenso movimento de veículos e uma das principais portas de entrada na cidade. Retirados no primeiro semestre do ano, após o término da licitação da empresa então responsável, os equipamentos foram colocados no início do mês. A presidência da Estação Rodoviária de Pelotas (Eterpel) vê a instalação como algo positivo, apesar de ainda aguardar a aprovação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) de um projeto de construção de um refúgio para os ônibus próximo ao local.

Nas próximas semanas, os radares eletrônicos vão passar pela instalação por parte da empresa responsável e vencedora da nova licitação - o que depende de um cronograma interno da empresa. A aferição feita pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) é a última etapa antes que passem a operar. Os pontos com as lombadas eletrônicas foram mantidos nos locais de antes; são eles: proximidade da rodoviária, no trevo entre as avenidas Francisco Caruccio e Theodoro Müller e próximo ao complexo industrial da cidade. 

O diretor-presidente da Eterpel vê os aparelhos como fundamentais para a segurança dos milhares de passageiros que embarcam nos ônibus. “É muito importante ter essa limitação da velocidade. (...) Circula quase uma cidade de Pelotas por mês pela rodoviária”, justifica. O fluxo de veículos e pedestres no local e entorno é intenso, e só em outubro 85,5 mil viajantes compraram passagens. Em um ano, o diretor-presidente aponta que mais de um milhão de pessoas passam pelo terminal.

Desde 2017, um grupo de representantes das empresas que operam na rodoviária busca, junto com o vereador Éder Blank (PDT), alternativa de acesso aos boxes de embarque e desembarque. O projeto visa a instalação de um refúgio central na pista para os ônibus, que assim precisariam atravessar somente uma das pistas de rolamento para acessar o terminal rodoviário. O assunto já passou pela tribuna da Câmara de Vereadores de Pelotas, pauta encaminhada pelo parlamentar. “Não adianta instalar só o redutor. Os motoqueiros passam por baixo do radar”, argumenta Blank.

O supervisor da unidade local do Dnit, Vladimir Casa, explica que o órgão vê a demanda como uma exigência justa. O projeto ainda está sob análise e, atualmente, passa pela etapa de levantamento orçamentário. O valor investido na construção do refúgio central na pista sai de um montante de recursos voltados à manutenção das rodovias fiscalizadas pelo Dnit, o que envolve todo o Rio Grande do Sul. Em contrapartida, Éder Blank alega que, assim que aprovado o projeto, tentará junto das empresas o valor para o custeio das obras, sem precisar das verbas sob responsabilidade do Dnit.

Polêmica envolvendo radares de vias federais
Em reportagem publicada pelo Diário Popular em outubro, o supervisor comentou que o cenário de colocação das lombadas eletrônicas ainda era incerto. Publicado em 15 de agosto, um despacho da Presidência da República no Diário Oficial da União determinou a suspensão do uso de radares de fiscalização de velocidade móveis, estáticos e portáveis em rodovias federais, as BRs.


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