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Jornalismo digital: as novas formas de circulação das notícias

Nele, a capacidade de interação dos leitores com a notícia em tempo real

27 de Setembro de 2020 - 13h01 Corrigir A + A -

carlos queiroz 9901(Foto: Carlos Queiroz - DP)

"O homem pode subsistir sem jornal, mas nenhum homem pode subsistir sem notícias. As notícias são a espinha dorsal do jornalismo.”

Esta frase foi extraída de um artigo publicado na plataforma de notícias InfoKoala, o qual fala sobre a forma como consumimos informações na atualidade e a transição do jornalismo para o ambiente virtual.

De acordo com o artigo, “a finalidade do jornalismo pode ser definida pelo funcionamento da notícia na vida das pessoas. As notícias ajudam a criar consciência. Independentemente da sua idade, é importante saber o que está acontecendo ao redor do mundo. Quanto mais se sabe, melhor se decide”.

Com o passar dos anos, a circulação das notícias foi além dos tradicionais telejornais matutinos e dos jornais impressos, se espalhando por portais na web e redes sociais.

Sendo assim, a máxima “uma marca deve estar onde seu público está” mostrou sua força também na indústria da informação.

A humanidade continua dependendo do jornalismo para resolver boa parte de seus desafios diários. Seja para se atualizar sobre os avanços das vacinas contra a Covid-19, para saber o resultado da loteria ou até para checar a previsão do tempo, as pessoas seguem pesquisando em notícias publicadas as respostas para as suas perguntas.

A necessidade de informação nunca arrefeceu. Pelo contrário: parece que, em meio às incertezas do panorama atual, ela se acentuou. O que mudou nessa equação é ONDE as pessoas estão se informando. E essa mudança de comportamento é o pivô de uma grande transformação, a qual estamos presenciando de camarote, com vista privilegiada. É a história sendo feita, diante dos nossos olhos.

O que é o jornalismo digital?

De forma bem prática, jornalismo digital é qualquer conteúdo jornalístico disponível na internet. Seus primeiros passos foram dados na década de 1970 com o Teletext, sistema que mostrava textos e gráficos bastante simples em aparelhos de televisão adaptados para suportar o formato.

De lá para cá, a mídia digital evoluiu e acabou por encampar a prática do jornalismo contemporâneo. Diariamente, edições impressas perdem espaço para a leitura de notícias em portais e blogs, assim como o consumo de notícias via telejornais da TV tradicional vem sendo substituído por vídeos no YouTube e nas redes sociais.

Há um elemento crucial a ser considerado nesta transformação: a capacidade de interação dos leitores com a notícia em tempo real. As pessoas têm opiniões, e querem expressá-las cada vez mais, sejam elas relevantes ou absurdas. No meio digital, essa interatividade não é apenas possível. Ela é incentivada.

Preste atenção nos comentários feitos em notícias postadas no Facebook, Instagram e YouTube ou, melhor ainda, nas threads (fios) do Twitter, onde há um encadeamento de opiniões expressadas. São provas incontestáveis do quão importante é a interatividade para o engajamento com os conteúdos publicados.

Nos últimos anos, o ambiente on-line foi o único que apresentou crescimento de audiência. Todos os formatos tradicionais, a exemplo de noticiários de TV locais (sinal aberto e a cabo) e de jornais e revistas impressas, vêm convivendo com constantes quedas de público.

Basicamente, essas são as principais formas de acesso a notícias na atualidade: Google (e outros mecanismos de buscas, como Bing e Yahoo), redes sociais, YouTube e portais /sites de jornais e revistas.

Os benefícios percebidos por quem acessa notícias on-line

De acordo com o artigo da InfoKoala, estes são os principais fatores que levam as pessoas a consumir as notícias no ambiente virtual:

- O conteúdo chega mais rápido do que a mídia impressa.
- Pode ser acessado a qualquer hora por meio de notebooks, smartphones e tablets.
- As pessoas podem baixar aplicativos de jornais online.
- As notificações / pop-ups que surgem nas telas funcionam como lembretes sobre as novidades.
- Os eventos ao vivo podem ser compartilhados em minutos usando áudios, vídeos e fotos.
- O recebimento de conteúdos pode ser personalizado de acordo com os interesses.
- Os conteúdos podem ser encaminhados para amigos.
- Notícias de qualquer data no passado podem ser acessadas.

Jornalismo mobile

O MoJo (Mobile Journalism, ou Jornalismo Mobile) foi criado sem querer pelo jornalista holandês Trian Speil, que cobriu uma partida de futebol com o seu smartphone. A mudança ocasionada por este episódio mostra novos desdobramentos até hoje.

O engessamento do jornalismo tradicional foi esmagado pela capacidade de geração de notícias em tempo real. Um acontecimento relevante para uma determinada comunidade pode ser noticiado no momento em que está acontecendo, tanto em áudio quanto em vídeo, e atingir a um número gigantesco de pessoas.

Mas talvez a maior revolução ocasionada pelo MoJo é a capacidade de transformar cidadãos comuns em agentes de produção das notícias. Pense: as equipes de repórteres das empresas de jornalismo não podem estar em todos os lugares ao mesmo tempo, especialmente no caso dos jornais de pequeno porte.

Ao oferecer um canal de comunicação com a comunidade e incentivar seus moradores a produzir e enviar conteúdos, um jornal pode desfrutar de uma fonte inesgotável de pautas, as quais têm importância comprovada para aquela parcela do público.

Por isso, em 2019 o DP criou o grupo do Facebook Diário Popular - Canal da Comunidade, com objetivo de constituir um espaço de acolhimento dos assuntos sugeridos pela audiência, assim como o envio de imagens e vídeos.

A criação do grupo surgiu a partir da quantidade de mensagens inbox recebidas pela fanpage do DP, contendo anseios legítimos dos leitores. Tamanha interação precisava de um espaço democrático para oportunizar tantas vozes.

Atualmente, o Diário Popular - Canal da Comunidade conta com mais de 1,9 mil membros, gerando discussões e trazendo informações de interesse da população da Zona Sul do Estado.

Os hábitos de consumo de notícias de acordo com a faixa etária

As gerações mais antigas continuam fiéis aos jornais impressos e aos telejornais. Hábitos de uma vida inteira não mudam facilmente. Já as gerações mais recentes - especialmente aquelas cujos integrantes já nasceram sob o signo da internet - abraçaram o consumo digital de informações com naturalidade.

Neste segundo grupo, estamos falando de pessoas que nem cogitam a ideia de esperar pelo horário do telejornal ou de se contentar com impressos que não dispõem de áudio e vídeo - fora o fato de que, em ambos os casos, a interatividade simplesmente não existe.

Diante deste cenário, o Diário Popular ocupa o melhor dos dois mundos: oferece a versão impressa para seus leitores mais antigos - aqueles que adoram segurar uma xícara de café com uma mão e o jornal com a outra - e a versão on-line para seus seguidores mais jovens, que acessam o portal de notícias e as redes sociais na hora que bem entendem, a partir de seus smartphones. Para quem quer ter a experiência do folhear, só que em uma plataforma digital, oferecemos aos nossos assinantes on-line o recurso conhecido como flip, que é habilitado para funcionar em dispositivos móveis e desktops. E assim seguiremos, enquanto houver público em cada um dos ambientes. Afinal, um jornal precisa estar onde estão seus leitores.

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