Pandemia

Internações caem, mas UTIs seguem no limite em Pelotas

Novo modelo de Distanciamento Controlado ampliará poder dos municípios, mas Paula não confirma próximos passos na cidade

05 de Maio de 2021 - 20h21 Corrigir A + A -
Nesta quarta (5), cinco pessoas aguardavam lugar em leito de terapia intensiva na cidade (Foto: Jô Folha - DP)

Nesta quarta (5), cinco pessoas aguardavam lugar em leito de terapia intensiva na cidade (Foto: Jô Folha - DP)

Em tempos de pandemia, os dados são os responsáveis por dar um norte aos tomadores de decisão. E no caso de Pelotas, apesar de o alerta máximo com relação ao coronavírus se manter, registros oficiais apontam redução do número de contágios e de internações nos hospitais do município. Por outro lado, os leitos de UTI continuam operando no limite das possibilidades.

Nesta quarta-feira (5), em boletim divulgado às 17h, eram 138 pessoas hospitalizadas, sendo 60 em ambientes de terapia intensiva, além de cinco aguardando uma vaga. Em comparação ao dia 5 de abril, um mês atrás, são 28 internados a menos, configurando queda de cerca de 17%. Apesar de relevante, a diminuição não serve para afrouxar qualquer cuidado com a contaminação.

A média móvel de novos casos segue com pico ainda em dezembro (307). Após redução significativa em janeiro, a curva voltou a subir intensamente a partir de fevereiro, caindo no final de março e agora indicando certa estabilidade. Segundo Pedro Hallal, epidemiologista, professor da UFPel e coordenador da pesquisa Epicovid-19, a conexão é simples: menos casos, menos internações.

''As restrições implementadas pela Prefeitura, em alguns momentos, ajudaram a reduzir esses números. No entanto, como as medidas foram insuficientes, os números não baixaram para patamares ainda menores, o que seria necessário e benéfico para a saúde e para a economia local", avalia Hallal.

Novo modelo de distanciamento entrará em vigor

Diante desse cenário, o governo estadual divulgou a elaboração de um novo modelo de Distanciamento Controlado, substituindo o que está em vigor desde maio do ano passado. Nele, as prefeituras terão maior poder para tecer medidas de impacto local, baseando-se em um sistema de alertas por região.

Gestores municipais, no entanto, devem seguir restrições mínimas colocadas pelo Estado, podendo apenas torná-las mais rígidas. O presidente da Azonasul e prefeito de Canguçu, Vinicius Pegoraro, disse não ter participado da reunião desta terça envolvendo a Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs) e o governo estadual, que encaminhou novos rumos ao projeto. Um outro encontro aconteceria no final da tarde de quarta, buscando alinhavar os interesses dos municípios às mudanças.

A prefeita Paula Mascarenhas, perguntada a respeito das possibilidades para Pelotas nos próximos dias e semanas, preferiu não confirmar nenhum caminho. ''Estamos acompanhando diariamente os números e qualquer mudança que se faça necessária será debatida no Comitê de Enfrentamento ao coronavírus. Temos visto uma redução nos contágios e nas hospitalizações mas ela ainda não se verifica na ocupação de leitos de UTI e nos óbitos. Seguimos atentos'', alertou.


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