Investimento

IFSul receberá R$ 404,4 mil para pesquisa

Propostas selecionadas em edital do MEC tratam da desinfecção de ambientes com luz ultravioleta e do desenvolvimento de equipamentos hospitalares

21 de Maio de 2020 - 22h22 Corrigir A + A -
Peças: entre as produções estão previstos equipamentos hospitalares (Foto: Divulgação - DP)

Peças: entre as produções estão previstos equipamentos hospitalares (Foto: Divulgação - DP)

Novidade: a luz ultravioleta poderá ser usada em ônibus e salas de aula (Foto: Divulgação - DP)

Novidade: a luz ultravioleta poderá ser usada em ônibus e salas de aula (Foto: Divulgação - DP)

Desde o início da luta contra o coronavírus no Estado, o IFSul vem colocando o conhecimento produzido na instituição a serviço da comunidade e das instituições de saúde para auxiliar no combate à pandemia. Agora, dois projetos elaborados na instituição foram selecionados dentro de um edital do Ministério da Educação e receberão 404,4 mil.

Parte do recurso, R$ 80,3 mil, será destinada a uma iniciativa que visa a desinfecção de ambientes, como ônibus e salas de aula, com a aplicação de luz ultravioleta. A outra parcela, R$ 324,1mil, para o desenvolvimento de equipamentos hospitalares. Os projetos do IFSul foram selecionados por meio de edital do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). A verba é da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação (MEC).

Impressão 3D

Por meio da utilização de recursos como a impressão 3D e de um grupo de pesquisadores, alunos e colaboradores de diferentes campi, a iniciativa visa desenvolver equipamentos hospitalares voltados a atender as demandas de órgãos de saúde municipais, segurança pública e demais instituições vinculadas ao enfrentamento da Covid-19. O projeto, coordenado pelo professor do campus Charqueadas Diego Afonso da Silva Lima, conta com a participação de mais de 30 servidores de Bagé, Camaquã, Charqueadas, Lajeado, Pelotas, Santana do Livramento, Sapucaia do Sul e Venâncio Aires, além de apoiadores de outras instituições.

A ideia é a consolidação de uma rede integrada de prototipação rápida, que permitam o desenvolvimento, teste e simplificação do processo de produção dos equipamentos demandados pelas instituições de saúde. "Será possível mobilizar um grande número de profissionais e estudantes nas diferentes regiões de atuação do IFSul, descentralizando ações e gerando resultados de forma mais rápida, atendendo e distribuindo com capilaridade as soluções desenvolvidas", destaca Lima.

Dentre as principais ações estão aerocâmaras e cubos de entubação, a prototipação e teste de peças usinadas para leitos e equipamentos hospitalares, a produção de válvulas e conectores biocompatíveis e esterilizáveis, bem como a produção de câmaras de esterilização por luz ultravioleta para equipamentos de proteção individuais.

Desinfecção de ambientes

Uma das grandes batalhas contra o Coronavírus é justamente a sua eliminação das superfícies onde ele se deposita. Para atacar esse problema, o IFSul está trabalhando em um projeto que utiliza a aplicação de luz ultravioleta. Em desenvolvimento no campus Pelotas, a ação é executada pelos cursos de engenharia elétrica e eletrotécnica. Conforme o coordenador Sérgio Severo ela está sendo elaborada de modo a ser facilmente reproduzida em todo o Brasil.

A meta é construir um conjunto de dispositivos portáteis para a desinfecção de ônibus, podendo sua utilização ser estendida também a salas de aula, laboratórios e oficinas. De acordo com o coordenador, um dos desafios para aplicação das lâmpadas fluorescentes germicidas se encontra em dois fatores técnicos: a exposição, em tempo e intensidade suficiente, e o uso por pessoal capacitado. Severo destaca que a garantia da desinfecção se dá através da realização de medições da intensidade da radiação, e que a estrutura, tanto física quanto de pessoal do projeto, permitirá atender a esses dois fatores.

O desenvolvimento das peças, além de envolver servidores dos cursos, contará com profissionais terceirizados do campus na construção dos dispositivos, respeitando todos os protocolos de segurança, e com estudantes voluntários do curso de eletrotécnica, que receberão o material e um kit de ferramentas, devidamente desinfectados, para montagem em casa.


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