Corte

IFSul anuncia a suspensão de cursos

Por falta de recursos, decisão atinge o EaD Profuncionário e do Campus Visconde da Graça

15 de Julho de 2019 - 22h47 Corrigir A + A -
Impacto: CaVG teve quatro cursos interrompidos (Foto: Kamilla Alves - Infocenter - DP)

Impacto: CaVG teve quatro cursos interrompidos (Foto: Kamilla Alves - Infocenter - DP)

A Pró-reitoria de Ensino (Proen) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-riograndense (IFsul) emitiu nesta segunda-feira (15) uma nota tornando pública a suspensão, no primeiro semestre de 2019, dos cursos Técnicos de Educação a Distância (EaD) do Profuncionário (que compreende os cursos de Técnico em Alimentação Escolar, Técnico em Infraestrutura Escolar, Técnico em Multimeios Didáticos e Técnico em Secretaria Escolar) e do Campus Pelotas-Visconde da Graça - CaVG (compostos pelo Técnico em Agroindústria, Técnico em Meio Ambiente, Técnico em Administração e Técnico em Contabilidade). Problemas operacionais, que existem desde o início do ano, foram acentuados pelo atual contingenciamento orçamentário imposto pelo governo federal.

As dificuldades financeiras se estendem desde o início do ano, segundo o reitor do IFSul, Flávio Nunes. Por isso, as matrículas foram efetuadas, mas as aulas não tiveram início. São em torno de dois mil alunos dos cursos de Profuncionário (destinado a servidores de escolas municipais e estaduais) e mais dois mil do CaVG, totalizando quatro mil estudantes. Nunes explica que os cursos a distância dependem de recursos extra-orçamentários. Para 2019, seria necessário uma verba de R$ 900 mil; já em 2020, eles precisariam de R$ 1,5 milhão. O impacto, de acordo com o pró-reitor de Ensino, Rodrigo Nascimento, é grande, tendo em vista que "todos já estão matriculados e os municípios contam com a continuidade dos cursos, justamente para qualificar seus servidores". Além disso, o CaVG atende muitos jovens interessados na área industrial e ambiental, bem como de administração e contabilidade.

Todos os esforços estão sendo feitos para que as aulas tenham início no segundo semestre deste ano. "A expectativa é aguardar até agosto", pontua Flávio Nunes. No entanto, a instituição vai se ver obrigada a cancelar os cursos se a verba não for disponibilizada. O reitor esclarece que a suspensão possui relação, sim, com o corte de 30% no orçamento de instituições federais. Isso porque se o Ministério da Educação tivesse dinheiro, teria encaminhado para o IFSul. Por isso, o IFSul mantém tratativas com o MEC a fim de obter recursos que possibilitem a execução dos cursos.  "A gente está tentando reverter esse quadro", completa. A Proen, por sua vez, "trata com alternativas para diminuir o impacto, principalmente na viabilidade de recursos extras", afirma Rodrigo Nascimento. Porém, até o momento, não obteve sucesso.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados