Votação

Futuro da greve do Cpers será decidido nesta sexta-feira

Categoria se reúne em assembleia geral no Gigantinho, em Porto Alegre; 24º Núcleo defende a suspensão do movimento, que já dura três meses

07 de Dezembro de 2017 - 21h12 Corrigir A + A -

Por: Michele Ferreira
michele@diariopopular.com.br 

Categoria se reúne no Gigantinho nesta sexta-feira para decidir o futuro da paralisação (Foto: Divulgação - DP)

Categoria se reúne no Gigantinho nesta sexta-feira para decidir o futuro da paralisação (Foto: Divulgação - DP)

O futuro da greve na rede estadual de ensino será definido na tarde desta sexta-feira (7). Professores e funcionários de escola reúnem-se em assembleia geral a partir das 13h30min, no Gigantinho, em Porto Alegre. Se a tendência demonstrada nos dois últimos encontros se mantiver, cresce a possibilidade de o movimento chegar ao fim desta vez. Já são exatamente 95 dias de paralisação; a maior interrupção em 30 anos.

A participação da região, como de praxe, está confirmada. Pelo menos três ônibus devem deslocar-se à capital. E a posição do 24º Núcleo do Cpers-Sindicato está tomada: "Defendemos a suspensão da greve. Não é um fim. Continuaríamos mobilizados", enfatiza o diretor Mauro Amaral. Atividades, como vigílias junto à Assembleia Legislativa - para pressionar pela não votação de Propostas de Emenda Constitucional (PECs) defendidas pelo governo - permaneceriam entre as prioridades da categoria.

Posições divididas
As manifestações pelo fim da greve têm ganhado cada vez mais adeptos e dividido opiniões. Na assembleia de 10 de novembro, foram 1.160 votos a favor do movimento e 578 pela suspensão. Duas semanas depois, no dia 24, era ainda mais forte o coro de quem defendia o retorno às atividades e a decisão de permanecer em greve venceu por apenas 56 votos. O placar apertado foi de 838 x 782. Os demais profissionais ou anularam o voto ou se abstiveram. Fica, portanto, a expectativa para esta sexta-feira.

Relembre
A greve foi deflagrada em 5 de setembro, após o governo de José Ivo Sartori (PMDB) depositar a menor parcela de salário ao funcionalismo: R$ 350,00. De lá para cá, a categoria finca posição no cumprimento da Constituição Estadual, que estabelece o pagamento até o último dia útil do mês trabalhado. A manutenção de direitos, como triênios e licenças-prêmio, também desponta entre as reivindicações. A falta de reposição salarial desde novembro de 2014 integra, claro, a longa lista de queixas disparadas contra o Piratini.


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