Temporal

Força-tarefa visa restabelecer normalidade pós-tempestade

Com a participação da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, ação prioriza áreas mais danificadas

13 de Janeiro de 2021 - 15h44 Corrigir A + A -
Equipes seguem trabalhando. (Foto: Jô Folha - DP)

Equipes seguem trabalhando. (Foto: Jô Folha - DP)

O temporal da noite de segunda-feira (11) deixou marcas em todas as áreas da cidade. O Município instituiu uma força-tarefa para fazer frente à destruição, juntamente com a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros de Pelotas e a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). Na madrugada e durante toda a terça-feira (12), as equipes não fizeram pausa. O trabalho para a volta à normalidade prossegue nesta quarta-feira (13), e enquanto forem recebidos chamados e identificados problemas.

O chefe do Centro de Pesquisas Meteorológicas da Universidade Federal de Pelotas (CPMet/UFPel), Leonardo Calvetti, classifica o fenômeno como sistema convectivo – quando ocorrem fortes rajadas de vento provocadas pelo calor e a chegada de uma frente fria. Na segunda-feira, dia de temperatura extrema, houve a suba rápida do ar quente formando nuvens em curto espaço de tempo e ocasionando o temporal. "Foram cerca de 30 minutos de rajadas muito fortes, com velocidade entre 90 e 120 km/h", afirma o meteorologista.

Abastecimento
O Sanep registrou 31 milímetros de chuva, na área da barragem, na segunda-feira. A autarquia atende a situações provocadas pelo temporal. Na zona norte, como a Estação de Tratamento de Água (ETA) Sinnott ficou parte da terça-feira sem energia elétrica, não foi possível tratar a água bruta, atrasando a distribuição para locais como Pestano, Getúlio Vargas e Sanga Funda.

No Recanto de Portugal, até as 9h30min desta quarta-feira, a área do reservatório permanecia sem energia. Por isso, não havia fornecimento de água. Na Vila Princesa, adutora rompida na BR-116 na esquina com a rua Quatro inviabilizou o abastecimento. Equipes trabalham no local pela manhã.

Desobstrução das vias
Com equipes, 13 caminhões e 12 retroescavadeiras, a Prefeitura, até a manhã desta quarta-feira, já havia recolhido 60 cargas de galhos e troncos de árvores que caíram na cidade. Os locais mais atingidos foram as macrorregiões do Laranjal, principalmente no Balneário dos Prazeres, onde caíram árvores em praticamente todas as ruas, e no Santo Antônio, na avenida José Maria da Fontoura, nas proximidades da rua São Borja.

Houve estragos também no Fragata, na avenida Duque de Caxias; Simões Lopes; Gotuzzo; Areal, na avenida Domingos de Almeida e no Umuharama; no Porto, incluindo avenida Bento Gonçalves e praças centrais; e nas Três Vendas, na Santa Terezinha, Sítio Floresta e Pestano.

Árvores caídas
Pós-temporal, a Prefeitura priorizou serviços em relação a árvores que caíram, atingindo casas, e às que obstruíram vias públicas. O número de ocorrências ainda está sendo contabilizado. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil auxiliam na tarefa. Equipes estão trabalhando ininterruptamente.

A solicitação de recolhimento pode ser feita à Secretaria de Serviços Urbanos (Ssui), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelos telefones 3229-1401 e 3283-1129. Fora desse período, a equipe de plantão recebe pedidos por meio do 98445-3647.

Defesa Civil
A Defesa Civil atua no atendimento a chamados de famílias e residências atingidas pelo temporal, por queda de poste, galhos ou árvores. Foi disponibilizada lona cobrir casas destelhadas. Não houve vítimas. Além disso, também participa de ações de desobstrução de vias e nas situações de danos materiais em imóveis. No Fragata, os três membros da família de um chalé que foi interditado, devido ao risco de desabamento, foram para casa de parentes.


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