Agronegócio

Força-tarefa interdita indústria de arroz

Empresa instalada no Capão do Leão foi a primeira a receber a operação conjunta do MP e do MPT

26 de Agosto de 2017 - 10h47 Corrigir A + A -

Por: Redação
web@diariopopular.com.br

A SLC Alimentos S/A teve sua atividade suspensa esta semana. A medida é resultado da primeira operação da força-tarefa do setor produtivo do arroz, organizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério do Trabalho (MT). No começo da semana as instituições realizaram audiência com a empresa, onde foram prestados esclarecimentos e apresentado o auto de interdição de máquinas e atividades que apresentam grave e iminente risco aos empregados, constatados pelos fiscais do MT durante a inspeção conjunta. A produção foi suspensa para a regularização dos problemas.

Na operação, foram interditadas máquinas e atividades, como a de movimentação de cargas. As desinterdições dependem de correções, apontadas no documento e explicadas na audiência, e as medidas podem ser suspensas parcialmente, conforme avançar a regularização. Durante a paralisação dos serviços, os cerca de 340 empregados da SLC deverão receber os salários regularmente, como previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Além das interdições, o MT deve apresentar, em aproximadamente um mês, autos de infração adicionais.

As interdições são resultado da 1ª operação da força-tarefa do MPT voltada às empresas da cadeia produtiva do arroz no Rio Grande do Sul. A SLC do Capão do Leão beneficia cerca de 400 toneladas diárias de arroz e 18 de feijão. A empresa tem sede em Porto Alegre e duas unidades fabris no RS: uma em Alegrete (rodovia BR-290, km 583) e outra, a maior, em Capão do Leão (rodovia BR-116, km 526). Procurada pela reportagem, a SLC preferiu não se manifestar sobre o tema.

A operação
Apenas na região de Pelotas, a estimativa é de que haja pelo menos dois mil empregados no setor da produção de arroz. Cinco das sete maiores arrozeiras do Estado, responsável por 63% da produção nacional, estão na região de Pelotas. De acordo com dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), das 50 maiores empresas beneficiadoras no Estado, as dez maiores concentram 48,03% da produção. A força-tarefa abrangerá grandes, médias e pequenas empresas. Outras regiões produtoras, como Uruguaiana, Santa Maria e Campanha, também serão abrangidas pelo projeto.

A decisão de constituir a força-tarefa se deu a partir de encaminhamento de pesquisa sobre as condições de trabalho no setor, realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Duas audiências públicas foram realizadas pelo MPT em 2016 para debater o tema: uma em Pelotas, em abril, e outra em Alegrete, em maio.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados