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Fique por dentro da FIV e da FeLV

As duas doenças não têm cura, porém é possível oferecer uma boa qualidade de vida ao seu gato tomando algumas providências

13 de Maio de 2022 - 17h04 Corrigir A + A -
Ideal é que um bichano positivo para uma das enfermidades seja “filho único” (Foto: Divulgação - DP)

Ideal é que um bichano positivo para uma das enfermidades seja “filho único” (Foto: Divulgação - DP)

Você, tutor de gato, já ouviu falar em FIV e FeLV? Se a resposta for positiva, é hora de aprender um pouco mais sobre essas doenças. Se for negativa, fique ainda mais atento às informações que vêm a seguir. As duas enfermidades assustam, já que não têm cura, mas, ao entendê-las melhor, você poderá preveni-las e ajudar seu animal a ter uma boa qualidade de vida.

A FIV é a doença causada pelo vírus da imunodeficiência felina, que compromete o sistema imune do gato de forma parecida com o que o vírus HIV faz com seres humanos - daí o nome popular de Aids felina. Esse vírus pode ser transmitido de um gato para outro durante o parto, na amamentação, em brigas, no acasalamento e pelo contato com sangue e urina.

O gato positivo para FIV tem a imunidade baixa e, por isso, é mais suscetível a doenças oportunistas. Uma simples gripe, por exemplo, pode ser difícil de ser combatida.

Já a FeLV é a leucemia felina, também causada por um vírus que pode ser transmitido por meio de secreções como saliva, fezes, leite e urina de gatos infectados. No caso do animal ser positivo para FeLV, a imunidade baixa também é um problema, somada ao risco de desenvolver tumores.

Como descobrir se meu gato é positivo para FIV ou FeLV?
As duas doenças podem ser assintomáticas no início. Mas vale ficar atento a sinais como febre, aumento dos gânglios, dificuldade respiratória, anemia, problemas estomacais e nas gengivas, entre outros. Para ter o diagnóstico de ambas as doenças, é preciso fazer exames de sangue específicos solicitados por um veterinário.

O ideal é prevenir a infecção nos seus bichanos, principalmente porque ainda não existem vacinas para os vírus da Imunodeficiência Felina no Brasil (FIV) e a vacina para Leucemia felina (FeLV) disponível não garante 100% de proteção, além de só poder ser administrada em gatos que não tenham o vírus.
Mas se o seu animal se infectar, não se desespere. Primeiro, procure cuidar da saúde geral do felino. Fique atento para que ele não passe por muitas situações de estresse (como banhos desnecessários e mudanças de ambiente) e faça acompanhamento com o veterinário regularmente. Com as devidas precauções, um gatinho que tem FIV pode viver dez anos ou mais.

Tanto o vírus da FIV quanto da FeLV são transmitidos exclusivamente entre gatos. Por isso, se você tem dois felinos e descobriu que um deles é positivo para FIV ou FeLV, separe tudo: os potes de ração, de água e a caixa de areia. Mesmo assim, saiba que não existe 100% de garantia de que não haverá contaminação.

Os gatos positivos para FeLV devem ser isolados e os positivos para FIV até conseguem viver junto com outros gatos, desde não briguem ou acasalem. É importante que os animais sejam castrados para que não haja problemas de fuga, possíveis cruzamentos e infeção de outros. E, mesmo castrados, não se deve permitir o acesso deles à rua para que não se envolvam em brigas e, assim, contaminem outros gatos.

O ideal é que um gato positivo para FeLV ou FIV seja filho único. Aliás, considere adotar um animal com essas condições de saúde se você ainda não tem nenhum bichano. Eles são tão encantadores quanto os outros gatinhos. E, com um tutor dedicado, podem ter uma boa (e longa) vida.


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