Rural

Ferramenta do Orçamento Base Zero auxilia produtores na gestão do empreendimento

Tradicionalmente o orçamento de um empreendimento leva em consideração o seus histórico de gastos e processos, ou seja, levam em consideração os orçamentos dos anos anteriores e resultados

16 de Setembro de 2021 - 15h48 Corrigir A + A -

Por: Redação
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 implantar as melhores práticas de gestão sempre será um processo complexo, ainda mais se tratando de negócios familiares - (Foto: Rejane Costa)

implantar as melhores práticas de gestão sempre será um processo complexo, ainda mais se tratando de negócios familiares - (Foto: Rejane Costa)

Planejar, projetar faturamentos e gastos das atividades do negócio, são boas práticas de gestão que ocorrem na cadeia produtiva do agronegócio. Com isso, o conceito do Orçamento Base Zero pode contribuir com os empreendimentos no setor. Conforme publicação da KPMG, "O Orçamento Base Zero é uma metodologia baseada em uma previsão orçamentária projetada sem levar em consideração o que ocorreu nos anos anteriores, com o objetivo de rever todo o processo do “zero”, sem os paradigmas de uma orçamentação tradicional".

De acordo com o diretor da consultoria Cria Valor, Márcio Gonçalves, tradicionalmente o orçamento de um empreendimento leva em consideração o seus histórico de gastos e processos, ou seja, levam em consideração os orçamentos dos anos anteriores e resultados. Logo o orçamento tradicional, foca naquilo que a atividade gasta, e não no que cria valor. "Esta visão já vem sofrendo evoluções. Uma das mais benéficas foi dar atenção ao realizado. Tendo ele como base orçamentária para os novos ciclos das atividades. Identificar os processos padrão e os que agregam valor, também fazem parte das melhorias, ajustando o orçamento, sempre quando necessário", observa.

Segundo o especialista, o Orçamento Base Zero reforça as boas práticas, principalmente, praticadas pelos produtores rurais. Por se tratar, literalmente, de fábricas de alimentos a céu aberto os planejamentos orçamentários devem levar em consideração não apenas os gastos quantitativos e qualitativos, mas cenários provocados por fatores externos, tais como a oscilação do câmbio, do preço das commodities e legislação tributária, por exemplo. "Sendo assim, percebemos que antigos conceitos e boas práticas acabam sendo empacotados em embalagens diferentes com o objetivo de tornarem-se mais palatáveis às pessoas e entrarem nas rotinas das empresas, contribuindo para a melhoria dos resultados" destaca.

Gonçalves frisa ainda que, independente de modismos, o mais importante é conseguir absorver as informações que estão disponíveis e aplicar o que está mais adequado para a realidade de cada empreendimento. Isto se aplica principalmente a tecnologia e novos processos, indagando sempre onde e como se pode gastar os recursos de forma mais eficaz. "Mesmo assim, antes de tudo isto, fazer o básico, o trivial que cria valor, bem-feito é a base para o desenvolvimento sustentável de qualquer negócio. É a partir daí que conseguimos melhorar passo a passo, dia a dia as nossas entregas, sempre acompanhando e corrigindo, quando necessário o rumo para estarmos alinhados com os nossos valores e propósitos", observa.

Para o especialista, implantar as melhores práticas de gestão sempre será um processo complexo, ainda mais se tratando de negócios familiares. "Ferramentas como o Orçamento Base Zero facilitam o processo de tomada de decisão, pois deixam mais claro e racional as oportunidades e ações que as pessoas podem tomar para a melhoria contínua dos resultados no negócio", complementa.


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