Saúde

Faltam medicamentos na Farmácia Municipal

Remédios oferecidos pelo município não estão sendo encontrados pela comunidade

22 de Janeiro de 2020 - 21h15 Corrigir A + A -
Aldema Maria enfrentou a fila, mas não conseguiu a medicação para o neto  (Foto: Jô Folha - DP)

Aldema Maria enfrentou a fila, mas não conseguiu a medicação para o neto (Foto: Jô Folha - DP)

O local esteve lotado durante a manhã  (Foto: Jô Folha - DP)

O local esteve lotado durante a manhã (Foto: Jô Folha - DP)

Pelo menos dois medicamentos estão em falta na Farmácia Municipal, são eles a fluoxetina e o depakene. Esses fármacos são essenciais para o tratamento da depressão e de convulsões, respectivamente. O início da manhã desta quarta-feira foi marcado por filas e grande fluxo de pessoas que aguardavam atendimento no local. O que muitas pessoas não esperavam era a falta de remédios, que segundo usuários já vem ocorrendo há cerca de 20 dias.

Quem sofrerá as consequências desta falta é Weuler da Cruz. O jovem de apenas 21 anos precisa lidar com convulsões desde os primeiros dias de vida, e por isso faz uso contínuo do depakene. Quem costuma acompanhar o tratamento dele é a avó, Aldema Maria Reis, 59, que depois de um longo tempo de espera na fila da Farmácia teve que ouvir o que mais temia: o remédio está em falta e não existe prazo para chegar. De acordo com ela, Weuler precisa de seis comprimidos por dia e nesta quarta-feira o jovem fez uso do último. A partir de agora, a situação da família é de dúvidas sobre o futuro. "Sinceramente eu não sei o que vai acontecer", desabafou. Em uma situação financeira difícil, Aldema ainda não sabe se terá dinheiro para comprar a medicação. Em média, uma caixa com 25 cápsulas custa R$25,00. Como o jovem utiliza oito caixas durante o mês, um acréscimo de R$200,00 teria que ser acrescentado no orçamento da família.

De acordo com o coordenador de assistência farmacêutica, Fabian Primo, a solicitação dos medicamentos foi feita, só que apenas uma parcela da encomenda foi entregue. No entanto, esses fármacos já acabaram e não existe uma data para ser entregue a outra parte das solicitações. Primo garantiu que está sendo feito contato com os laboratórios para entender o motivo do atraso e cobrar uma data para a entrega das medicações, e assim conseguir restabelecer a distribuição. A reportagem também solicitou a lista dos medicamentos em falta na farmácia, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno.

 


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados