Estatísticas

Estudo com estimativas populacionais do Rio Grande do Sul é divulgado

Durante a semana, a Fundação de Economia e Estatística vai destacar dados curiosos e relevantes para entender as mudanças e movimentos no perfil populacional gaúcho

12 de Setembro de 2016 - 19h19 Corrigir A + A -

A Fundação de Economia e Estatística (FEE) divulgou nesta segunda-feira (12) as estimativas populacionais do Rio Grande do Sul. O levantamento, referente a 2015, apresenta dados de acordo com o sexo e grupos etários em cada município gaúcho. O estudo foi produzido pelo estatísticos Pedro Zuanazzi e Mariana Bartels, do Núcleo de Demografia e Previdência. A informação é da Secretária de Comunicação do Governo do Estado.

O detalhamento dos dados permite conhecer o número de pessoas por idade simples no estado. Por exemplo, pode-se estimar quantas mulheres de 24 anos vivem em solo gaúcho. O mesmo ocorre em cada cidade com a faixa etária entre 0 e 19 anos.

Outro exemplo é o cálculo de quantas crianças de 10 anos moram em determinado município. Esse amplo grau de detalhe é possível porque as estimativas são produzidas a partir dos registros de nascimento, óbitos e números de matrículas no ensino fundamental. "As estimativas fazem uso de dados oficiais e permitem avançar na precisão sobre a evolução populacional", garante Zuanazzi.

O estudo também oferece um comparativo da evolução populacional nos últimos 15 anos. Durante a semana, a fundação vai destacar dados curiosos e relevantes para entender as mudanças e movimentos no perfil populacional gaúcho.

Acesse as tabelas com estimativas populacionais no site da FEE.

Mudanças municipais
As tabelas permitem olhar as mudanças populacionais dos municípios por diversos ângulos, levando em conta crescimento populacional, cidades mais populosas e perda de moradores. As cinco maiores populações são Porto Alegre (1.475.717), Caxias do Sul (475.906), Canoas (350.824), Pelotas (342.649) e Santa Maria (274.679). Já dos cinco municípios com maior crescimento populacional, relativo entre 2001 e 2015, quatro se localizam no litoral norte: Arroio do Sal (crescimento de 65,81%), Imbé (63,27%), Xangri-lá (61,64%), Balneário Pinhal (57,01%) e Nova Santa Rita (53,40%).

Segundo Zuanazzi, a migração para cidades litorâneas ocorre em todas as faixas etárias, inclusive entre os mais idosos. "Esse movimento acaba por gerar demanda de serviço, portanto, faixas mais jovens também se deslocam pela oportunidade de trabalho. Além disso, a elevada quantidade de domicílios de uso ocasional na região é um atrativo para os que desejam sair dos centros urbanos, mas não querem adquirir uma nova moradia", explica.

Entre as que tiveram maior perda populacional desde 2001, destacam-se cidades da Fronteira e do Alto Uruguai: Porto Vera Cruz (-32,69%), Rio dos Índios (-32,12%), Itatiba do sul (-28,86%), União da Serra (-27,35%) e Alpestre (-26,81%).

Envelhecimento e juventude
Os dados de 2015 confirmam a tendência de envelhecimento da população gaúcha. Aumentou o número de idosos (mais de 60 anos) na ordem de 2,68% no comparativo 2014-2015, enquanto a população inteira aumentou 0,36%. Contudo, os nascimentos também revelaram certa recuperação, redesenhando a pirâmide etária gaúcha. "Até 2010 vinha caindo drasticamente o número de nascimentos e as projeções esperavam a continuidade de redução, mas o que se vê é que o número de nascimento subiu um pouco, na faixa de 0 a 4 anos voltamos a patamares de 2008", destaca Zuanazzi.

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O percentual de pessoas com 60 anos ou mais chega a 15,67%, mas alguns municípios apresentam índices que dobram esse percentual. As cinco cidades com maior número de idosos se localizam na Serra e no Vale do Taquari: Coqueiro Baixo (36,88% de idosos), Coronel Pilar (32,79%), União da Serra (30,44%), Santa Tereza (29,80%) e Relvado (29,32%). Em relação à infância, o Rio Grande do Sul registra 12,40% de pessoas de 0 a 9 anos de idade. Os cinco municípios com o maior número de crianças são: Redentora (17,01%), Araricá (16,82%), Capão da Canoa (16,52%), Tramandaí (15,70%) e Alvorada (15,61%).

Mais mulheres
O levantamento também indica a relação entre homens e mulheres. A proporção de nascimentos tem vantagem masculina: para cada 100 mulheres, nascem 106 homens. Eles são maioria até os 20 e poucos anos, quando a proporção começa a oscilar e se igualar. A partir dos 30, as mulheres começa a superar.

É nas faixas mais maduras que a diferença aumenta. Aos 80, a proporção é de duas mulheres para cada homem. Enquanto as mulheres representam 51,33% da população gaúcha, a cidade com maior proporção é Porto Alegre, com 53,67%. O município com maior proporção de homens é Charqueadas, com 57,82%.


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