Pesquisa

Estudo avalia saúde da comunidade do IFSul

Pesquisa visa dar suporte aos maiores problemas apresentados por alunos e servidores

10 de Junho de 2021 - 09h47 Corrigir A + A -
O foco é medir as necessidades específicas nos campi e instituir medidas de auxílio (Foto: Jô Folha - DP)

O foco é medir as necessidades específicas nos campi e instituir medidas de auxílio (Foto: Jô Folha - DP)

O estudo Respire - Avaliação de saúde e hábitos de vida dos estudantes e servidores do IFSul em época de pandemia, realizado por docentes do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) Pelotas, tem o objetivo de verificar a condição de diversos aspectos de saúde da comunidade escolar, analisando os efeitos do isolamento na vida de estudantes, professores e servidores. O foco é medir as necessidades específicas nos campi e instituir medidas de auxílio.

O estudo foi motivado pela responsabilidade dos professores em detectar possíveis impactos nos alunos. "Muitos estão passando por problemas financeiros e de saúde mental. Cada um de nós vai ter problema em alguma instância. Uns não dormem bem, uns vão beber, outros tiveram que parar de fazer atividade física, estão com filhos em casa, então tudo isso acarreta uma série de consequências", explica uma das idealizadoras do estudo e professora de Educação Física do IFSul, Marina Kremer.

O objetivo é identificar o impacto do distanciamento social sobre indicadores de saúde como a prática de exercícios físicos, uso de dispositivos eletrônicos, saúde mental, alimentação, ingestão de álcool, sono e tabagismo, além de questões específicas relacionadas à Covid-19. Com os resultados, serão adotadas estratégias e ações que possam dar suporte aos maiores problemas.

A avaliação funciona totalmente online, com estudantes e servidores convidados a participar. A professora afirma que quanto mais pessoas responderem, "mais próximo da realidade da comunidade estaremos". O acesso de alunos e professores ao estudo deve ser feito pela plataforma de ensino Moodle. Já técnicos administrativos recebem acesso através de e-mail ou WhatsApp. A coleta de dados do Campus Pelotas segue até domingo (13). A perspectiva é que no final do mês a plataforma esteja disponível a outros campi. A meta é atingir 25 mil pessoas.

Os dados serão analisados pelo grupo de pesquisadores, todos com especialização voltadas à área da saúde. Entre eles, doutores em saúde coletiva, epidemiologia, doutorandos da Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas (Esef/UFPel) na área da epidemiologia da atividade física e referente a parte pedagógica.


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