Manifestação

Educação na pauta desta terça-feira

Pelotas acompanha paralisação nacional e discurso será contra os cortes na UFPel e no IFSul

13 de Agosto de 2019 - 09h14 Corrigir A + A -
Últimos dias foram de chamamento da comunidade (Foto: Júlia Müller - Especial - DP)

Últimos dias foram de chamamento da comunidade (Foto: Júlia Müller - Especial - DP)

Pela educação pública e de qualidade: esse é o principal grito da mobilização que ocorre nesta terça-feira (13), às 16h, no Largo Edmar Fetter, no Mercado Público. O dia de greve nacional foi convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), que logo recebeu a adesão das centrais sindicais. Em Pelotas, uma assembleia reuniu as três categorias no mês de julho; estudantes, servidores e docentes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) decidiram por aderir à paralisação.

A mobilização ganhou ainda mais força depois que o Ministério da Educação (MEC) anunciou aos reitores das instituições de ensino federais o projeto Future-se. A iniciativa propõe a mudança na forma de financiamento das universidades públicas, incentivando-as a buscar os recursos necessários na iniciativa privada, de forma que passem a depender menos da União. Até então, as verbas que as sustentam são provenientes do governo federal. A presidente da Associação dos Docentes da UFPel (ADUFPel), Celeste Pereira, avalia o programa como "danoso pro processo de construção do saber", uma vez que influencia diretamente no funcionamento da universidade.

"A comunidade inteira perde com isso", salienta a presidente. A UFPel coordena hoje cinco Unidades Básicas de Saúde (UBS), além do Hospital-Escola e os ambulatórios da Faculdade de Odontologia (FO), por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). São centenas de projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão que, com o Future-se, serão diretamente prejudicados segundo apontam as categorias. "É destrutivo para a universidade pública de todo o país", pontua Celeste.

Na esfera estadual, o dia também será de paralisação. O presidente do 34º Núcleo do Cpers-Sindicato, Mauro Rogério Amaral, estima uma adesão significativa quanto às mobilizações. O chamamento para as ações foi feito em toda rede estadual, assim, espera-se que as aulas também sejam interrompidas. A categoria reivindica 28,73% de reposição inflacionária dos salários, que recebem os pagamentos parcelados desde 2015, somando 44 meses de parcelamento. "Nós ainda não recebemos a folha de pagamento do mês de julho, nenhuma parcela", conta Amaral.

O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Pelotas afirma que não fará paralisação. Por conta do possível desconto salarial do dia não trabalhado, a categoria decidiu pela não adesão. Os trabalhadores ainda não sabem a rota que a mobilização percorrerá pelas ruas da cidade, por isso não conseguem prever os eventuais desvios nos trajetos dos ônibus do transporte coletivo.

A UNE estima que as mobilizações ocorram por todos os cantos do Brasil. Conforme divulgado pelas redes sociais oficiais da entidade, serão 23 cidades mobilizadas no Nordeste, 12 na Região Norte, quatro no Centro-Oeste e 24 no Sudeste. No Rio Grande do Sul são 28 cidades com atos marcados.

Mobilizações no RS
Porto Alegre (Esquina Democrática, 18h)
Rio Grande (Largo Dr. Pio, 17h)
Passo Fundo (Praça Teixeirinha, 10h e 19 h)
Santa Maria (Saldanha Marinho, 17h)
Alvorada (Ginásio Municipal, 9h)
Caxias do Sul (Praça Dante Aligheri, 10h)
Charqueadas (Clube Tiradentes, 13h)
Farroupilha (Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Farroupilha, 9h30min)
Gravataí (Praça do Quiosque, 9h)
Panambi (Praça Engenheiro Walter Faulhaber, 9h30min)


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