#DP130Anos

DP e o novo normal: que venha o que vier

Algumas tendências parecem ganhar corpo e não devem recuar mais após o fim da pandemia

13 de Setembro de 2020 - 11h06 Corrigir A + A -

Por: Redação
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No último 27 de agosto, o Diário Popular completou 130 anos de atuação. Com os pés firmes na base construída a partir da sua experiência, mas com a vista voltada para o futuro, o DP se mantém atento às mudanças - cada vez maiores e mais rápidas - que vêm alterando o tecido social de uma forma inédita.

Admitimos que não está sendo fácil acompanhar o passo. A sensação de desorientação, de que o chão foi retirado sob nossos pés, é inevitável. Mas atuar no caos pede calma, observação e decisões assertivas. Ao invés de travar, precisamos nos reinventar.

Hoje é comum falarmos do “novo normal”. A expressão “transformação digital”, antes mesmo de ser entendida pela maioria das pessoas, já começou a ser substituída por “aceleração digital”. O que há pouco tempo apenas acenava para a tendência dos negócios físicos migrarem para o espaço online, agora trata este processo como uma obrigação.

Pense nisso: o ritual de jantar ou almoçar fora vem perdendo espaço para o delivery. Aquela ida ao centro no fim de semana para fazer compras - às vezes com a mateira pendurada no ombro, tipo passeio mesmo - está dando lugar a pedidos feitos em lojas virtuais.

Estes foram exemplos triviais, mas há muito mais coisas em jogo. Não esqueça que, para cada uma dessas transformações comportamentais, há um impacto econômico, cujo efeito ainda não pode ser avaliado com precisão.

As formas de consumo mudaram. As interações sociais saíram dos espaços físicos compartilhados para as telas de videoconferências. Enfim, a vida mudou. Este relato não é um rompante de nostalgia, e menos ainda uma reclamação. É, sim, uma tentativa de lançar um olhar aguçado no que está acontecendo. Afinal, 130 anos de vida nos qualificam a vermos as coisas com uma perspectiva privilegiada.
Duvida? Olha só o que nós já vivenciamos.

A experiência que vem com a idade

Desde a Primeira República até agora, o Diário Popular acompanh ou a atuação de 40 presidentes e vivenciou dois impeachments. Viu a Prefeitura de Pelotas ser liderada por 39 prefeitos. Noticiou os impactos das duas Grandes Guerras Mundiais. Viu o Brasil entrar e sair de crises. Acompanhou o surgimento e a popularização da internet. E, atualmente, está narrando este episódio emblemático da história da humanidade, chamado coronavírus.

Acumulamos histórias, mas, mais importante ainda, ajudamos a fazer história.

Nossa presença digital não precisou de um empurrão da Covid-19. Já ocupamos espaço no ambiente virtual desde 1998, pois sempre acompanhamos de perto as tendências e os hábitos dos nossos leitores.

Enquanto o mundo muda, a nossa responsabilidade aumenta

Em meio à pandemia de Covid-19, doença causada por um tipo de coronavírus - e sobre a qual ainda sabemos pouco -, o que podemos fazer para filtrar as informações que chegamaté nós?

Se já não bastasse a nossa forma de atuar no mundo ter sido virada do avesso, vivemos rodeados por fake news e pós-verdades. Enquanto o primeiro se traduz em mentiras travestidas de notícias (como o próprio nome indica) e cria uma indesejada “realidade paralela”, o segundo se caracteriza pela anulação da importância dos fatos em si, substituída por interpretações enviesadas, atravessadas por interesses pessoais e ideologias.

Em ambos os casos, sofremos os efeitos da desinformação. A humanidade se encontra acuada, tateando no escuro por informações confiáveis sobre como preservar a vida e os negócios. Em poucos momentos na história sentimos tamanha necessidade de confiar no que é noticiado. Afinal, estamos operando no modo sobrevivência, no qual as prioridades são a saúde e o sustento.

O Diário Popular, assim como as empresas de mídias convencionais, é oriundo de outros tempos, nos quais a averiguação de fatos e a credibilidade das fontes eram partes obrigatórias do ofício de informar. Por isso, o patrimônio da confiabilidade não pode ser construído do dia para a noite.

Mudam as tecnologias e as plataformas, mas a confiança é o pilar central de qualquer empreendimento voltado para a informação. Em meio às transformações sociais e à desinformação, nosso compromisso com os leitores foi reforçado. Para nós, o papel da mídia em tempos de crise é sagrado.

Até a bola de cristal está com medo de arriscar palpites...

Quando os pilares da estrutura social estremecem com tamanha intensidade, fica difícil fazer previsões precisas. Os antigos referenciais já não servem de nada, e os novos estão em plena construção.

No entanto, algumas tendências parecem ganhar corpo. É provável que os hábitos de consumo digital adquiridos durante a pandemia não irão recuar mais. As atividades que demandam grandes aglomerações presenciais também vão demorar para voltar ao patamar da normalidade (ou o mais próximo possível disso). Assim, os impactos econômicos dessa grande reviravolta ainda vão ecoar por um bom tempo, até que a poeira assente e que nós conheçamos o que vai ser o “novo normal”.

Em meio a este turbilhão de mudanças, parece que a melhor forma do DP desempenhar o seu papel de agente social é fazer a sua especialidade: narrar os acontecimentos mais relevantes de forma isenta e seguir atuando como porta-voz dos interesses do povo da Região Sul.

Pode parecer pouco, mas é essa seriedade e comprometimento que vai ajudar a pavimentar o caminho no qual a sociedade voltará a caminhar com passos firmes.

Se esse caminho for predominantemente digital, lá estaremos. Se ele tiver uma cara que ainda não conhecemos, estaremos ajudando a construí-la. Enfim, estaremos em movimento, prontos para as reinvenções necessárias.


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