Saúde

Dia voltado para os cuidados paliativos

Unidade cuidativa da UFPel realiza ações para discutir temáticas e ações para pacientes no município

16 de Outubro de 2020 - 08h10 Corrigir A + A -
Atividades contarão com exposições artísticas (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Atividades contarão com exposições artísticas (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Em alusão ao Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, que aconteceu no último dia 10, a Unidade Cuidativa da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas (Famed-UFPel) organizou uma sexta-feira especial. Estão programadas lives que visam realizar uma aproximação entre a comunidade e o entendimento dos cuidados paliativos. As transmissões se iniciam às 14h e perduram até o final da tarde.

O tema da edição deste ano é Meu cuidado, meu conforto. As lives podem ser assistidas na página do facebook do Sindicato da Asufpel, disponível no endereço eletrônico www.facebook.com/sindicato.asufpel e também no youtube. O contexto da pandemia acabou adiando as comemorações que, ao invés de terem acontecido no dia 10, estão programadas para hoje à tarde."Nesta situação de pandemia, resolvemos concentrar as atividades em único turno, para fazer uma imersão nos cuidados paliativos. Desde sábado passado estamos fazendo postagens com vídeos, fotos e depoimentos, para culminar nesta sexta-feira com esta programação especial", afirma coordenadora da unidade cuidativa, Julieta Fripp. Em cima desta temática, foram trabalhadas lives de diferentes abordagens, com o objetivo de integrar os cuidadores, pacientes, voluntários e a comunidade em geral.

Com o título CuidATIVA: cenário de cuidados, acolhimento e conforto, a primeira live irá trabalhar a vocação cuidativa como um cenário de acolhimento no SUS. A transmissão começa às 14h com anúncios importantes. A licitação para as obras do Centro Regional de Cuidados Paliativos já foi realizada e viabilizou o processo de início da conclusão das obras. "Já temos as vencedoras do processo licitatório e estamos na fase final para a contratação destas empresas. Teremos leitos de internação e aumento da oferta de cuidados paliativos para Pelotas e região, como um centro regional de referência nestes cuidados", aponta Julieta. Participarão da live pessoas que colaboraram para o desenvolvimento da unidade. Nesta, ainda haverá a presença da artista plástica Janete Flores, que produziu obras de artes exclusivas para estas lives e que, posteriormente, serão expostas na futura estrutura da embaixada cuidativa.

A live das 16h trará uma roda de conversa sobre dor total, com cunho mais acadêmico. Ela será conduzida por profissionais que trabalham com os pacientes e trarão abordagens como o conforto na terminalidade da vida. "O conceito de dor total é o entendimento que o ser humano sofre não apenas de dor física, mas também social e espiritual, e todas merecem a devida atenção", explica a assistente social Simone Sanghi, que participará da roda de conversa. Ela trabalha as questões da dor social, que colabora com esta compreensão mais global junto ao paciente. "Muitas vezes, quando a pessoa descobre que tem uma doença crônica, sem possibilidade de cura, ela tem pendências que gostaria de resolver e isso causa um sofrimento social. Trabalhamos com este conceito de dor total tentando resolver tudo aquilo que a pessoa gostaria de deixar como seu legado, como conflitos familiares que não foram bem resolvidos", afirma. Ela ainda destaca que os cuidados paliativos, quando ofertados precocemente, dão melhor qualidade de vida pro paciente e para os familiares. "A live discutirá como podemos olhar o ser humano de maneira mais integral", aponta.

Por último, a partir das 19h, acontece a live de encerramento, que leva o título de Máscaras Cuidativas - Manto protetor da vida na pandemia, que trará o projeto desenvolvido pela unidade durante a quarentena. Desde abril, já foram distribuídas cerca de 65 mil máscaras em toda a cidade. Ela será apresentada por estudantes que se envolveram com a entrega, lideranças comunitárias e também profissionais da unidade. "Tivemos um impacto positivo do uso precoce de máscaras. Geramos uma redução do número de óbitos e de casos. Os índices seriam muito piores se não tivéssemos iniciado este trabalho de utilizar as máscaras de forma precoce. Isso foi decisivo para o achatamento da curva", diz Julieta.


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