Pandemia

Desfiles serão adaptados ao momento atual

Entidades estudam alternativas junto ao Poder Público para as celebrações dos dias 7 e 20

07 de Agosto de 2020 - 13h09 Corrigir A + A -
Mais virtual Este ano não haverá desfile das entidades tradicionalistas. (Foto: Jô Folha - DP)

Mais virtual Este ano não haverá desfile das entidades tradicionalistas. (Foto: Jô Folha - DP)

Os desfiles comemorativos que tradicionalmente ocorrem em setembro não cruzarão a Bento Gonçalves neste ano. Em razão da pandemia, as homenagens ao dia da Independência, em 7 de setembro, e a Revolução Farroupilha, no dia 20, serão celebradas de forma inédita. As organizações responsáveis pelas festividades, como a Liga de Defesa Nacional, Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e a coordenação da 26ª Região Tradicionalista (RT), em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura (Secult), estudam possibilidades para que a data seja lembrada com a devida importância.
Os desfiles militares da Independência, que completa 198 anos em 2020, não ocorrerão em Pelotas. Embora a Liga de Defesa Nacional acredite ser de suma importância as comemorações e o patriotismo que a data reforça, não vê perspectivas de realização. “É inviável que tenhamos desfiles. É impossível fazer um evento que envolve milhares de pessoas. Está muito em cima e temos um número alto de contaminados e mortos na cidade.

Precisamos salvaguardar a saúde de todos, dos militares, das crianças, das pessoas que assistem e daquelas que fazem acontecer”, explica o presidente da Liga, André Pereira. Ele ainda afirma que atividades patrióticas on-line estão sendo elaboradas em conjunto com a Secult. “Nós precisamos trabalhar nossos sentimentos com relação a pátria. Estamos organizando metas, questão operacional, de como viabilizar formas de que essa data seja lembrada e que estimulem o patriotismo”, explica.

As homenagens do 20 de setembro já foram canceladas em Pelotas. O MTG adotou uma política de neutralidade, de respeito às 30 regiões tradicionalistas do estado. Cada organização terá a autonomia para, segundo as condições sanitárias de seus municípios, idealizar as comemorações. “Tivemos que cancelar o acendimento da chama crioula, prevista para acontecer em Canguçu nos próximos dias 15 e 16. Mas, mantivemos para 2021 o acendimento lá. Cada região tradicionalista, tem uma realidade diferente da pandemia, então procuramos respeitar este contexto”, explica a presidente do MTG, Gilda Galeazzi. Ainda assim, o movimento confeccionou uma cartilha com ações plausíveis de serem realizadas. “Alguns CTGs planejam fazer lives solidárias, shows que vendem jantares e acontecem através de um link, são várias as alternativas”, destacou. A cartilha especifica questões de funcionamentos das sedes das entidades, incentiva aulas de dança tradicionalista on-line, sempre respeitando a capacidade das estruturas físicas.

Pelotas faz parte da 26ª RT, que adotou planos de ação para a data. A direção já teve reuniões com o Executivo municipal e confirmou a decisão de não abrir as sedes dos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) durante a Semana Farroupilha. As comemorações serão mais breves, com o encurtamento das festividades para o final de semana, com início na sexta-feira e encerramento previsto para o domingo, que marca o 20 de setembro. As ações preparadas pela coordenação dependem das bandeiras. “Em caso de bandeira laranja, iremos disponibilizar a chama crioula em um local onde a população não tenha acesso, para não causar aglomerações. Estamos montando com todos os municípios, como o Capão do Leão, Turuçu e Pelotas. A chama será gerada em Pelotas e daqui partirá para os demais”, afirma o coordenador da 26ª RT, Márcio Adir Corrêa. Serão três cavaleiros a distribuir a chama.

Caso as cidades regressem para bandeira vermelha, a região estuda outras alternativas. Não está descartado que cada município gere a sua chama e uma intensificação das atividades on-line, com missas à distância, bem como concursos de poesia, declamação e chula pela internet.


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