Tragédia

Depósito de gás segue interditado e em processo de investigação

Unidade onde ocorreu a explosão e a morte de um trabalhador está com as atividades suspensas por tempo indeterminado

18 de Novembro de 2020 - 20h01 Corrigir A + A -
Durante o desastre, uma pessoa morreu e outras ficaram feridas (Foto: Jô Folha - DP)

Durante o desastre, uma pessoa morreu e outras ficaram feridas (Foto: Jô Folha - DP)

Nesta quarta-feira (18), um dia após a explosão na distribuidora de gás que matou o trabalhador Aloir da Rosa Neutzling, de 24 anos, o clima ainda é de indignação nos arredores do local. As investigações para descobrir, de fato, o que ocasionou o acidente seguem e as atividades da empresa estão suspensas por tempo indeterminado.

O chefe da Seção de Segurança e Saúde no Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho no RS, Mauro Muller, explica que o que irá ocorrer agora são as providências de fiscalização para realizar a análise de acidente. “Essa é uma fiscalização muito especial que visa entender esses casos graves de acidentes”, completou, exaemplificando que a ação busca verificar o que ocorreu e quais as causas, assim, podendo evitar novas tragédias. Sobre a principal suspeita ser uma soldagem ele garante que ainda não há como confirmar. “É só um levantamento preliminar, somente o aprofundamento da investigação pode determinar se esse tipo de atividade foi o que levou ao ocorrido”, afirmou.

Outro ponto salientado por Muller é a interdição do estabelecimento até que sejam adotadas medidas de controle para que os trabalhadores não fiquem expostos a riscos graves eminentes. “No caso de interdição não tem um prazo, a empresa precisa fazer as adequações e depois solicitar o retorno das atividades”

O caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia de Polícia Civil de Pelotas. De acordo com com a delegada Walquíria Meder houve a instauração de inquérito policial e, agora, as pessoas envolvidas no acidentes e os responsáveis pelo local serão ouvidos. Ela reitera que é necessário aguardar as conclusões da perícia, que é o que vai apontar com mais segurança a causa da explosão. Somente no final da investigação será possível saber se haverá alguma responsabilização criminal.

Pelas redondezas

Na frente da empresa tudo fechado e sem movimento algum. Na vizinhança, o sentimento ainda é de incredulidade. Guilherme Lima, 35, mora na frente da saída de emergência do local e garante que nunca tinha visto nada parecido, mesmo não tendo nenhum pertence danificado. “Eu estava cortando grama, não dá para imaginar o susto que tomei”, falou.

Segundo ele, o local despertou curiosos e durante todo o dia as pessoas acabam passando e parando para dar uma olhada. “Mas eu não vi movimentação nenhuma do pessoal da empresa e, até então, ninguém veio nos passar uma explicação ou tentar acalmar os ânimos porque agora todo mundo ficou apreensivo”, relatou o engenheiro eletricista de 35 anos que mora no local desde que nasceu. Lima fala que sempre que ocorre algum sinistro no estabelecimento, um alarme toca e os funcionários saem pela porta que fica na frente da casa dele, “mas ontem foi simplesmente do nada”.

O que disse a empresa?

Em nota, o local lamentou o ocorrido e informou sobre o óbito e os feridos. Na oportunidade, afirmaram: “A companhia prestará todo o apoio aos familiares. As causas do acidente serão investigadas”

Confira o cenário de destruição após a explosão:


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