Educação

Depois de 57 dias, greve do Cpers chega ao fim

Assembleia realizada nesta terça-feira em Porto Alegre definiu retomar as aulas já a partir desta quarta

14 de Janeiro de 2020 - 19h56 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Placar: 725 optaram pela interrupção,  enquanto 593 preferiam permanecer mobilizados  (Foto: Divulgação - DP)

Placar: 725 optaram pela interrupção, enquanto 593 preferiam permanecer mobilizados (Foto: Divulgação - DP)

Os professores da rede estadual de ensino que permaneciam em greve decidiram retornar ao trabalho. A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira (14) em assembleia geral do Cpers, em Porto Alegre. Por 725 votos a 593, a maioria dos educadores optou por suspender a paralisação que já durava 57 dias.

De acordo com o sindicato, a partir desta quarta-feira os professores retomarão as atividades nas escolas. No entanto, um novo ato em frente ao Palácio Piratini e Assembleia Legislativa ficou definido para o dia 27, data em que pode ocorrer sessão extraordinária para votação do pacote apresentado por Eduardo Leite. "Tínhamos uma parte ainda significativa em greve. Todos voltarão para reorganizar o calendário e reiniciar as aulas. Sabemos que fizemos uma greve justa e necessária e agora vamos atender a comunidade, que tanto nos apoiou", disse a presidente do Cpers, Helenir Schürer, após o resultado da assembleia.

Apesar da volta ao trabalho, a categoria protestou contra a proposta do governo de pagar em até cinco dias o salário referente ao período sem aulas, em que o ponto foi cortado, e descontar o valor em seis parcelas. "Rejeitamos porque a proposta é indecente. Ninguém paga para depois pegar de volta. Voltamos com o salário cortado, mas nossa dignidade intacta", completou a dirigente sindical.

Votação do pacote em avaliação

Ainda em processo de discussão das propostas com a base aliada, o Palácio Piratini evita bater o martelo sobre a convocação de sessões extraordinárias no final do mês para a apreciação do pacote de reformas no funcionalismo e previdência. Nesta terça, Leite declarou que a possibilidade continua sob análise. O governador disse que, dependendo do resultado das conversas com os deputados, a votação pode ser deixada para fevereiro, após o fim do recesso da Assembleia.

Com novos encontros marcados com parlamentares, o líder do governo, Frederico Antunes (PP), deve apresentar a Leite um panorama do cenário em relação a mudanças nas propostas e possíveis votos favoráveis até sexta.


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